segunda-feira, 12 de novembro de 2012


 
 
 
"Porque é para vocês!!!"
 
 
Agora que me meti nesta aventura deliciosa, sinto mesmo que a escrita serve de catarse para revisão e reflexão sobre o dia, sobre alguma coisa que me faz pensar, sobre o preenchimento de tempos mais mortos, sobre brincadeiras com as palavras, sobre o poder de transformar aquilo que penso, pensei, digo, ou disse, em palavras, em texto... gosto mesmo muito e se aliarmos isso a uma partilha sempre pronta com os amigos (mesmo que de modo virtual, porque não, não nos fechemos a ele, que é irreversível!...), ainda melhor se torna tudo isto!!
E hoje eu poderia escrever sobre inúmeras coisas que afloraram o meu espírito ao longo do dia, pequenos flashes que povoaram o meu consciente e subconsciente de forma mais, ou menos sentida... poderia falar da conversa que tive com um amigo querido, de longa data, com quem há muito não falava e do bem que me soube ouvi-lo; poderia falar do apaziguar de quezílias entre pessoas queridas, que me fez ver que o perdão tranquiliza, sereniza, é terapêutico; poderia falar da menina cigana que tenho na minha sala que me faz questionar constantemente a INCLUSÃO tal como no-la querem fazer defender; poderia falar na "suavidade" da aceitação da morte de um familiar querido, por parte de uma amiga; poderia falar de um sem número de coisas e todas elas, circunstâncias só DE 1 DIA, que foi o de hoje! (De facto, há tanto num só dia!!!)
Mas não... hoje apetece-me falar das minhas duas filhas outra vez... de facto, os filhos serão sempre fontes grandes de inspiração, cenários gigantescos de afetos que se podem transformar em palavras e reflexões. Com este post, aproveito para explicar o porquê do nome DOCE E AGRIDOCE para este blog!
-"Oh mãe, mas porquê que escolheste este nome para o blog?" -foi a pergunta desta manhã aquando da conversa rápida no café antes da "entrega" à escola... - "É por vossa causa..." - e aí começou uma explicação que não sei se lhes terá feito algum sentido (os adolescentes riem de tudo e às vezes apetece-nos questionar o riso, traduzi-lo, embora não me tenha detido nesse apelo... fixei-me no riso... incongruente, espero!)
A minha amiga Maria João (e o facto de referir aqui o seu nome serve de homenagem não só à nossa amizade, mas também à felicidade desta expressão) disse-me um dia que eu tinha uma filha "doce" e outra, "agridoce"! Apaixonei-me pela expressão, porque é absolutamente verdadeira!  A minha filha mais velha é a doçura calma, ponderada, responsável, metódica, organizada ... a minha filha do meio é a doçura agridoce da extroversão, rapidez, intempestividade, impulsividade, espiríto artístico... são tão diferentes e revejo-me tanto em cada uma delas. Conseguem, fisicamente, ter o pai retratado dos pés, à cabeça, mas no resto, têm pedacinhos de mim, que vejo com tanta clareza, ora numa, ora noutra! É engraçado como a genética fluí assim, por esta subtileza e se divide desta forma!
E assim será este blog, espero! Ora doce, ora agridoce, falando da vida e das coisas simples que nos fazem deter e parar por milésimos de segundo da correria em que, muitas vezes involuntariamente, vamos vivendo.... e para o meu filho mais novo, que, ao contrário das irmãs, é fisicamente muito parecido comigo, tantos e tantos posts virão também, com a força da inspiração que só um SOL também dá...
 
 

  LEITE DERRAMADO Já estou submersa, naquela fase do meu trabalho em que só vejo papéis à minha volta e em que sinto que tenho ...