quinta-feira, 13 de dezembro de 2018






FORMIGUINHA




Ficava-me só por esta foto e pelo teu sorriso. Era suficiente.
Estou tão cansada hoje, que nem consigo quase pensar, sinto-me meia anestesiada, mas os meus neuro transmissores passam-me em revista as últimas horas antes de nasceres, no Hospital Distrital de Faro, como se dizia na altura. Há 21 anos
Lembro-me de ti, pequenina e careca, muito careca, com uma cara pequenina, que parecia um botão de rosa, uma boca vermelha e um corpinho franzino. Uma formiguinha. A minha formiguinha. Tão linda, tão pequenina, tão frágil. E pronto, de repente a minha, a nossa vida mudou, para nunca mais ser a mesma. Tu preencheste-a toda, todinha. E continuas a preencher, de alegria e coisas boas. E a encher-me de orgulho de ser tua mãe. Um orgulho tão grande, que quase rebento, como um balão insuflado no ar. 
E hoje, formiguinha, o que te desejo é que tenhas um dia luminoso, dentro da normalidade da vida real que todos os dias da nossa vida têm. Uma normalidade que nos devolve os deveres e as tarefas, as rotinas e as obrigações, mas que tem também o poder de nos fazer descer à terra e dar-nos, na terra e de pé no chão, a imensa graça de vivermos mais um dia de aniversário, com tudo de luminoso que a vida tem... sempre tem, querida. Basta  (querer) ver.

LUV U SO MUCH.

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