sexta-feira, 4 de abril de 2014






ANALGÉSICOS DE FELICIDADE

(como dormir em conchinha e outras coisas...)


Cada um é para o que nasce e eu serei sempre temperamental. Gostarei sempre de ver filmes que tenham histórias de amor; de me embrenhar em livros por horas a fio, naquelas viagens profundas por histórias eloquentes e com densidade que me façam pensar; falarei sempre com a voz, as mãos e (quase) os pés; terei sempre os Queen como banda de eleição completamente intemporal; direi sempre aos meus filhos que o mais importante de tudo são os afetos e a ternura que põem nas coisas, já que atrás disso virá o respeito e a educação para com os outros; precisarei sempre de me envolver emocionalmente com as coisas para que elas funcionem comigo; gostarei sempre de gente simpática, mais do que gente inteligente; reforçarei sempre as ligações familiares, que são prioritárias para mim; acharei sempre que tenho amigas que são como irmãs, mesmo que não as veja todos os dias; porei sempre um brilho nos olhos quando falo do meu trabalho, porque sim e porque não me desencanto dele, apesar de tudo; serei sempre glico-doce nas relações com os outros, porque sou assim, do mundo dos afetos, que é o mundo para mim mais importante; recordarei sempre com ternura tudo o que me marcou, porque tudo teve um pedacinho de mim; serei sempre uma mãe coruja, mas determinada a tornar os filhos autónomos; gostarei sempre de beber um panachê com um prato de tremoços, gostarei sempre de correr para espantar o stress, mesmo que às vezes a preguiça me leve a melhor e acharei sempre que a felicidade se disfarça assim, de vida real e que está mesmo ali assim, à espreita, em coisinhas tão pequeninas e que às vezes parece que não vemos.

Não sei porquê que me apeteceu dizer isto hoje e agora. Nunca perceberei este meu impulso escritor tão determinado.
O que sei é que hoje, quando parei por minutos, senti que sim, que tenho muitos analgésicos de felicidade mesmo à mão de semear e que quando os tomo assim, disfarçados de tudo o que me faz sentir bem, sinto que é preciso muito pouco para ser feliz... mesmo sem receita médica!


(frasesfortumblr.blogspot.com)

PARIS ( Post escrito na última noite em Paris) Estamos a deixar Paris. Esta é a nossa última noite nesta cidade maravilhosa. Já cá t...