sexta-feira, 3 de março de 2017






MILAGRES


Passa-me por aqui uma sinapse cerebral que me diz que já escrevi sobre isto, ou já fiz alusão a isto noutro post. Não faz mal. Este blog não pretende ter freio editorial, mesmo...
Este post, deste blog fez-me lembrar deste episódio... 
"- A intuição de uma mãe é um dado clínico", disse-me. -"Nunca tenha vergonha dela". Era pediatra, credenciado, experiente, credível, uma sumidade, portanto, mas não impregnado de superioridade balofa e sim, pronto a ouvir. Eu, era mãe de primeira viagem e ainda ficava insegura acerca do que era certo fazer-se, apesar de ter um instinto forte que sempre me segurou nas dúvidas e que me levava, quase instantaneamente, a querer confiar em mim. E apesar disso, justificava-me, desculpava-me, gaguejava, timidamente. 
Nunca mais me esqueci deste episódio e nunca mais desvalorizei o meu instinto. Passei a aplicá-lo quase sempre e a servir-me dele para adivinhar o que não se vê, ouve, apalpa... só se intui.
E isto, na vida de uma mãe, de filhos (de qualquer idade), é mesmo um dado clínico. Como a febre que se testa, como a dor que se apalpa, o cheiro que se cheira. E isto, segurando-nos assim por baixo, dando-nos uma rede de proteção, faz-nos seguir o caminho de mães, firmes e livres das nossas opções, sem fundamentalismos, ou modas estúpidas que nos podem descaracterizar.
Dúvidas? Muitas, sempre! Céus, tantas...  Intuição de mãe? Sempre... e esta, aliada a alguma descontração e capacidade de relativizar, faz milagres, acho eu!

P.s. E ajuda-nos também na escolha das sumidades, sejam elas quais forem...






BOLHA (Arejada de conforto emocional...) E quando o dia foi hiper cansativo e sentimos que isso, mais o calor insuportável ...