domingo, 9 de dezembro de 2012


 
     OREJA DE VAN GOGH , "JUEVES"
 
 
 
"Olhaste-me e o teu SORRISO prendeu-me..."
 
Hoje, uma das minhas filhas mostrou-me, entusiasmada, um pequeno vídeo do Youtube com uma canção de um grupo espanhol totalmente desconhecido para mim (Oreja de Van Gogh), música essa que é uma homenagem a todas as pessoas que morreram no atentado da estação de metro de ATOCHA, em Março de 2004, em Madrid. A música é bonita, entra facilmente no ouvido, mas foi sobretudo o pequeno vídeo que me chamou a atenção. Nesta história de pouco mais de três minutos são relatados encontros entre pessoas totalmente desconhecidas entre si, cujos olhares se cruzam naquele instante! O olhar... a importância deste "pequeno grande" pormenor... associado a ele, o sorriso, outro "pequeno muito grande"...... (acredito que o mundo será sempre dos "pequeninos"!)
É inevitável dar-me para falar agora sobre isto, sobretudo se associar às emoções rápidas que este pequeno vídeo me fez sentir, a constatação de que um atentado terrorista é assim, violento, inesperado, devastador e sobretudo, imparcial, atingindo o mais comum dos mortais, interrompendo histórias de vida que existem, ou que estão a começar, com uma violência inqualificável! A minha filha dizia-me: -"Ai mãe, só me imaginava ali, já viste?" Também eu, filhota, também eu me transpus para aquelas carruagens e/ou para aquelas plataformas de acesso e vi que, de facto, tudo aquilo acontece, pode acontecer... a normalidade de todos os dias (..."de lunes a viernes"...), as rotinas que nos anestesiam, mas depois, o inesperado daquelas pequenas grandes histórias de amor entre duas pessoas que podem começar assim, por um olhar, por um toque fortuito, por um acaso. Quando isso acontece, o tempo pára, a vida muda, como diz a canção (ponham no Youtube a versão com "lyrics" para irem acompanhando a história que é contada, cantando...), o acaso faz-se história, até que é interrompido pelo inesperado brutal que tudo destrói!
Essa imprevisibilidade da vida, esta rapidez com que ela pode mudar, esta NOSSA pequenez face àquilo que não podemos controlar, faz-me pensar na importância do SORRISO e do OLHAR. Nunca serão demais, nunca os acharei vãos, nunca verão o seu encanto genuíno substituído por mil palavras.... essas, leva-as o vento, mas se forem precedidas, ou acompanhadas por um sorriso, até parece que vemos a alma, lá ao fundo.
Há sorrisos falsos? Há olhares duvidosos? Certamente que sim... Mas se um sorriso faz conquistar o mundo e "saltar" um muro gigante? SEM DÚVIDA; e se um olhar faz ver um pedacinho da alma? Também acredito...

BOLHA (Arejada de conforto emocional...) E quando o dia foi hiper cansativo e sentimos que isso, mais o calor insuportável ...