sexta-feira, 8 de janeiro de 2016





HÁ DIAS PERFEITOS?


Numa das rádios da manhã perguntavam aos ouvintes como seria o pequeno-almoço ideal, perfeito, em que ambiente, com que alimentos. Ouvi ainda duas, ou três intervenções engraçadas, acerca de dias perfeitos, ambientes perfeitos, companhias perfeitas, em suites de hotéis, com um sol radioso a entrar pelas janela, serviço de quartos e tal. Pois, ok, puxam-nos a imaginação e dá nisto...

Para mim, hoje, o dia perfeito teria que ter tido mais horas de sono (para variar), teria um bom momento numa boa esplanada, mesmo com um sol frio de inverno, um almoço fora se me apetecesse, umas horinhas egoístas (poucas) sem ninguém, um livro, talvez um daqueles que está em lista de espera há tanto tempo e um bocadinho de ti também, egoística e deliciosamente, só para mim. 
Se calhar vou comprar o livro hoje e pronto, desta parte fico resolvida. Quanto ao resto, não será como idealizo. A correria impiedosa de dia da semana e logísticas sem fim não se compadecerá com cenários ideais, nem almoços fora, nem horinhas só para mim, ou desfrute do sois de inverno, não se compadecerá e não trará ao de cima uma mãe serena, calma e sempre gira, com respostas sempre ponderadas e cheias de assertividade, como se vê nos filmes, antes trará ao de cima a mãe que sou, com todos os defeitos que sei que tenho mas, a par do livro que cá cantará e dos meus três filhos que estão sempre comigo e por isso me amam como sou, podias também vir cá ter onde estivesse, um pedaço. Fugíamos assim à tal rotina impiedosa dos dias normais e iguais a todos os outros, dávamos-lhe um pouco a volta, fintávamo-la e transformávamos um bocado de dia qualquer, num momento maravilhoso.
É que sabes-me sempre bem, tu...



Isto, acho que consigo para hoje...

BOLHA (Arejada de conforto emocional...) E quando o dia foi hiper cansativo e sentimos que isso, mais o calor insuportável ...