segunda-feira, 7 de dezembro de 2015



FORMIGUINHA


Estás a dias de fazer 18 anos, como é possível? Supostamente deveria escrever este post nesse dia, seguindo a tradição da alma cheia nos vossos dias de anos, mas este blogue nunca terá um guião rígido de escrita, será sempre temperamental como aquelas atrizes de cinema que enchem a tela e parecem querer sair, diretas para o coração da gente.
Sim, minha princesa, estás prestes, prestes a fazer 18 anos. Tenho um mundo de coisas para te dizer e um mundo de coisas para te oferecer, daquelas que não se vem, ou quantificam, mas que pesam na vida da gente e colam os vários pedacinhos uns aos outros, tornando-nos inteiros. 
Vou guardando essas coisas todas para mim, no segredo do meu coração, fazendo aquilo que só as mães sabem e conseguem: velar por ti mesmo acordada, de olhos bem abertos para ti e para a tua vida de todos os dias.
No dia em que fizeres 18 anos não te vou ver de forma diferente; vais continuar a ser para mim, a minha formiguinha, o meu primeiro bebé, aquele com quem eu aprendi a ser mãe, um pedacinho, preparando-me para este dom que me preenche inteira e que se completa com os teus irmãos.
Oferece-te à vida, minha linda, recebe-a sempre, com a generosidade própria de quem tem 18 anos, com a alegria e doçura que sabes pôr naquilo que te rodeia.
Para mim, vais continuar a ser a minha pequenina, mesmo que tenhas 18 e mais 18 e mais 18, até seres velhinha e já não precisares de mim.
Acho que vou aproveitar estes dias até AO DIA DOS TEUS ANOS para te namorar assim, acordada, enchendo o coração de muitas coisas boas. Afinal, não é o que todas as mães fazem, mesmo quando não se faz anos? 
Pois...