terça-feira, 16 de dezembro de 2014




ESTA COISA ...



A intimidade nasce, em primeiro lugar, daquilo que estamos dispostos a partilhar com os outros e depois da escolha desses outros.
Helena Sacadura Cabral, http://hsacaduracabral.blogspot.pt/search?q=fio+de+prumo 


Sempre disse que gostava dela. Acho-a uma mulher prática, segura, guerreira e muito interessante, sobretudo porque é intelectualmente elevada e densa. Quem me segue por aqui, já vai sabendo estes meus gostos e opiniões e hoje, não fugindo à regra, adorei o post sobre a intimidade.

Depois de o ler, fiquei com ele no pensamento...
Também acredito que a INTIMIDADE nasça de uma escolha que se faz. Acredito que se vá construindo pela vida fora. Acredito que é do mais fundo de nós. Acredito que tem um sabor que se vai descobrindo e adorando. Acredito que liga alguém a outro alguém no meio da vida apressada, louca e fugidia de todos os dias. Acredito que rompa, às vezes, em momentos únicos que se tornam sagrados. Acredito que deve ser cuidada como um tesouro. Acredito que tem muitas formas e que passa por muitos gestos, momentos, olhares, ternuras e palavras. Acredito que percorre todo o corpo e também toda a alma. Acredito que ajude a reconhecer, no meio da multidão disforme, aqueles olhos que são meus. Acredito que me faça ver, também no meio dessa multidão, aqueles olhos que têm os meus. Acredito que não cresce se não lhe ligarmos nenhuma. Acredito que às vezes se mostre com dor, lágrima, sofrimento, mas sempre com verdade. Acredito que outras vezes, se mostre com alegria, riso, ternura e silêncio. Acredito que despe corpos e pessoas por dentro.  Acredito que é um dom que quero manter.

E pronto, embora esta coisa não seja exclusiva dos casais que se amam e que, por isso, se conhecem assim, do avesso mais profundo, ao pensar nesta coisa da intimidade, foi em ti que pensei e agora? É que, se calhar, escolhi-te e parece que gosto de ti!



P.S Às vezes ou um bocadinho lamechas... também já se sabe!




  LEITE DERRAMADO Já estou submersa, naquela fase do meu trabalho em que só vejo papéis à minha volta e em que sinto que tenho ...