terça-feira, 27 de março de 2018






REVOLUÇÃO


A emoção será sempre uma característica minha. Sou emotiva e sensível à forma, ao ar, ao tom como se dizem as coisas. A intuição entra-me pelo corpo e faz de radar para descortinar sentires e saberes, posturas e formas de estar.
Verei sempre nas entrelinhas e terei sempre jeito para adivinhar o ar que se respira nos ambientes onde estou. Sinto-me uma pessoa assertiva e prática e, embora não se deva ser juiz em causa própria, isso tem-me valido em várias situações.
Mas às vezes dá trabalho. Às vezes gostava de ser implacável e fria, usando isso para resolver assuntos de forma rápida e não me melindrar e ferir com eles. Diria, faria e aconteceria e lá seguiria eu, pronta e fresca para o próximo problema. Mas não. Preciso de lamber feridas e de carpir um bocadinho. De medir desabafos, de procurar um ombro e de estar sozinha, fazendo as minhas profilaxias mentais que me dão conta do ponto de situação.
E de repente, como um mecanismo químico, orgânico, fisiológico, emocional e sei-lá-mais-o-quê surjo renovada, pronta e animada de novo.
É assim. Cada um com o seu estilo e forma. Cada um com o seu temperamento. E este meu diz-me também que a lagriminha-ao-canto-do-olho, esta certa forma de me emocionar facilmente, não é fraqueza não senhor. É talvez e sim, uma certa forma de ser... revolucionária?
Ufa! Espero que sim!!!




"Há que endurecer sem jamais perder a ternura..."
-Che Guevara-