terça-feira, 9 de janeiro de 2018





UM-QUÊ-QUALQUER


Pode dizer-se a mesma coisa, mas o tom com que se diz fará sempre a diferença. Haverá sempre volume de trabalho violento e dureza na gestão do tempo, qualquer que seja a nossa vida, porque temos todos mil afazeres e prioridades, mas a relação, a cordialidade, o ter um pedacinho de "um-quê-qualquer" que nos faz ter às vezes um olhar diferente, aquele festa no braço, aquele sorriso escondido, aquele telefonema, aquela mensagem, aquela atenção que soa a tão estranho, mas que só é tão normal, fará sempre toda a diferença. Não me canso de dizer isto e penso mesmo assim: a relação interpessoal faz a diferença e marca o ascendente (ou descendente) que temos no OUTRO. E essa relação interpessoal conquista-se, educa-seconstrói-se. Não se aprende nos livros, e muitas vezes, (infelizmente) não se aprende na escola. Aprende-se nas relações que estabelecemos, com aquela malta toda que está à nossa volta.
Haverá sempre gente mais e gente menos sensibilizada para isto. Haverá sempre aqueles para quem isto é conversa fiada, que não conta para nada, sobretudo para nenhum barómetro de eficácia e haverá depois sempre aqueles que, como eu, por parvoíce, ingenuidade, ou teimosia, acham que isto sim, faz toda a diferença.
Capacidade de relação? Entrega? Cordialidade? Dispôr do meu/nosso tempo? Generosidade? Trabalho de equipa? Liderança democrática? Segurança com sabor a descontração?  Informalidade assumida? Rigor? Persistência naquilo em que se acredita? 
Pois... é um estilo, ah pois é, mas é aquele que tenho.
Para o melhor e para o pior!



P.S. E quando se assume um estilo, não se perde tempo a pensar como NÃO conseguiríamos ser...