sexta-feira, 9 de novembro de 2018




NUNO




Ontem fez 21 anos que nos deixaste. 21 anos, dei por mim a pensar... como é possível isto? Eu estava grávida da Beatriz, nas últimas semanas e este acontecimento da tua partida assaltou-nos como um terror noturno que nos transforma a vida e a vira do avesso. Lembro-me com memória nítida de todos os pormenores daquele fatídico final de tarde, da cara do papá, da mamã, da angústia, da perda, sobretudo da terrível e irreversível perda que ficou, que nos rodeou, assaltou e envolveu, como uma névoa pegajosa que não sai da pele. Lembro-me de, a chorar, pensar naquela filha que aí vinha daí a dias e não te ía conhecer, a ti que gostavas tanto de miúdos e ías, de certeza, ser um super tio. Lembro-me do Carlos, sempre comigo e do conforto doce e sereno que isso me deu. Não sei porque pus aqui esta foto. Tenho outras, várias, muitas de ti jovem, de ti adulto. Gosto desta. Gosto desta cara de menino bonito e doce que tu eras e foste. Gosto de te ver fardado de Lobito. Gosto das memórias da infância, daquela em que éramos mesmo pequenos, antes do João nas nossas vidas, para repartirmos o amor de irmãos. Gosto da infância que tive contigo, das tantas histórias que temos, das quais me lembro com ternura. Sei do laço forte que tinha contigo e que durou até sempre e para sempre. Sei que ontem, pensei de forma especial em ti e pedi a Deus que te abraçasse no Seu amor. Peço sempre. Vou pedir sempre. Acho que o amor de irmãos é isto, esta coisa visceral, mais forte que nós e, afinal, tu estás sempre comigo, fazes parte de mim, da minha vida, da minha história e do meu amor. 
E sabes, Nuno, vives assim... nestas memórias e nestes corações. Com todos nós. Muito...
LUV U!

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