quinta-feira, 7 de dezembro de 2017




ALIEN


Às vezes sinto-me tão alien, tão alien que até me pergunto se o mal não estará mesmo em mim: afinal, há tanta aceitação e vivência com coisas que para mim são tão estupidificantes, que quase caio na tentação de achar que afinal, quem está mal sou eu.
É que depois, esta dessintonia que sinto com tanta (aparente) normalidade, dá-me um altíssimo grau de impaciência que também devo saber (e conseguir) gerir e transformar em PACIÊNCIA: paciência para aceitar que os ritmos não são iguais, paciência para perceber que o capital humano que nos prepara para as coisas não é igual, paciência para perceber que nesta diferença de ritmos e de pessoas é que está a beleza.
E sobretudo e MAIS IMPORTANTE, devo ver isto, acho eu, também como uma oportunidade para educar a minha humildade: afinal, ela dar-me-á uma capacidade de tolerância maior, quero crer!
Mas fogo! Às vezes não há mesmo pachorra e que é esta a cara que faço muitas vezes, lá isso é!