segunda-feira, 28 de agosto de 2017





SOFIA

És temperamental e de génio fácil. Já o tenho dito aqui e digo-o sempre que me refiro a ti. A agridoce da minha vida. Sentes o sabor das coisas da vida com um paladar apurado, de sentido aguçado e alma cheia. És impulsiva e de resposta fácil e pronta sempre que te contrariam. És voluntariosa e apressada, como se aquilo que queres fazer te fugisse por entre os dedos se não o fizeres logo. És decidida e rápida em tudo o que te propões realizar.
Não tenhas pressa. Rega a generosidade que te é característica, como se aquela fosse uma planta frágil que precisa de água e que, quanto mais cresce, mais te faz feliz. Rega-a na relação com os outros, põe-te ao serviço, pois só isso fortifica e faz crescer. Ouve quem está por ti e força em ti a entrada do que te dizem, porque te querem bem e porque já viveram mais do que tu. Investe em ti com calma, sem pressas de que o mundo acabe, reconhecendo o Norte que te apontam e, vendo através dele, todos os outros pontos cardeais. Cultiva o espírito, pois só isso te distinguirá. E não te feches. Não te fechas à humildade, ao ouvido atento, aos outros que te rodeiam, ao mundo, à vida, à amorosidade e à diferença. Vais ver que o mundo continuará lá, calmamente à tua espera. Sem stresses e pronto para ti.
E assim, continuarás a ser a miúda espetacular que és, mais completa e cheia de uma doçura que te tornará irresistível.
É que, acredita, sera isso que te distinguirá. 



P.S. Este post, hoje, não poderia ter outro título.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017







ROLETA RUSSA

Quando me lembro dos dias que passámos em Paris, das milhares de pessoas que víamos nas ruas, das ruas estreitas por onde andámos, dos sítios cheios de gente onde comemos, das longas viagens de metro, não consigo evitar um arrepio, em contraponto com o que se ouve agora de Barcelona, do atentado nas Ramblas. Não consigo deixar de me lembrar que há exatamente um ano, passeava eu e um grupo de dezenas de Escuteiros do Agrupamento a que pertenço, nas mesmas Ramblas, com a mesma afluência de gente, com a mesma descontração turística, com a mesma ligeireza e desprendimento de quem está de férias. Desta vez e das outras,  vimos polícias na rua, sim, armados até aos ossos, sem dúvida. Vimos medidas de segurança em tudo o que era sítio, sim, abre mochila, fecha mochila, espreita saco, espreita sacola. Sim, sem dúvida também. Num ritual a que nos vamos habituando por causa do que se vai passando, um pouco por todo o lado. 
O que sinto agora, a posteriori, é que o que se ouve e o que se sabe é sempre tão escabroso, tão desumano e tão difícil de imaginar, que quando lá estamos, nos passeios, nas ferias, nas ruas cheias de gente, ou nos monumentos apinhados, nunca nos lembramos de nada, isso nem nos passa pela cabeça, assim como que num mecanismo de auto defesa que remete essa eventualidade remota, para um cantinho inconsciente do nosso cérebro, porque é uma eventualidade que contraria a nossa própria natureza humana.  Era isso que se passava comigo (talvez connosco) em Paris. Essa eventualidade passava-me pela cabeça em  nano segundos, nem me dando tempo para tomar a ideia como real. Talvez este seja mesmo um mecanismo de defesa, quem sabe. Talvez a nossa ligação com estes assuntos passe somente, em grande parte, por este vivenciar mais preemente das medidas de segurança. Talvez o máximo que possamos estar próximos desta realidade seja o de pensar nas vitimas em causa com ternura, respeito e uma profunda reverência. Talvez o continuarmos a ir, a estar, a viver seja a forma certa de eternizar a ideia de que o medo não nos derrubará. Talvez, talvez...
Por agora, e mesmo em estado de grande anestesia pelas férias, que quero contrariar não ficando indiferente, fica uma terna lembrança de Paris, como se isso se transformasse num contrariar do(s) medo(s) e um profundo respeito por quem, em jeito de roleta russa, está no sítio errado, à hora errada



P.S. Não tinha foto apropriada para este post. Escolhi uma das minhas preferidas, tiradas em Paris, num sítio giro e cheio de gente feliz. Que isso e o sorriso que tenho na foto simbolizem o não desistir e o não querer habituar-me a viver com medo. Em Paris, ou em qualquer sítio. 


quarta-feira, 16 de agosto de 2017




PARIS

(Post escrito na última noite em Paris)

Estamos a deixar Paris. Esta é a nossa última noite nesta cidade maravilhosa. Já cá tinha estado com um grupo de amigos, no verão de 2003, sem filhos comigo e com o mais novo na barriga. Lembrava-me, por isso, de muita coisa, dos sítios principais e do espírito cosmopolita que a cidade tem. Agora vim com o mais-que-tudo e os nossos três filhos, de 19, 17 e 13 anos. O espírito é completamente outro. Sei que com estas idades aproveitam de outra forma, partilham o que se vai apreendendo da História que se aprende na escola, complementam, opinam, sugerem e fazem render a viagem de uma forma muito mais eficaz. Quintiplicam os custos? Ah sim, concerteza, mas sem dúvida tambem, comem qualquer coisa, em qualquer sítio, a qualquer hora. Andam kilometros a pé, porque assim "é que se conhece". Reconhecem as várias línguas que se ouvem por todo o lado e absorvem como esponjas esta aula ao vivo de cultura geral. Por isso gostei de vir com esta minha "pequena família numerosa". Gostei de ir aos sítios da "praxe", tirar as 300 fotos de ângulos diferentes. Gostei de ver a cidade (também) com os vossos olhos. Gostei de lembrar capítulos de alguns livros, ou cenas de alguns filmes que falam de Paris e eu agora ali, no sítio certo da tal cena, ou capítulo difícil de esquecer. Gostei do empregado do café vestido a rigor. Gostei das margens do Sena cheias de gente a passear. Gostei dos monumentos e dos cafés, das esplanadas e das ruas e dos croissants, do sumptuoso da monarquia que a república tão bem soube aproveitar, gostei dos museus e da arte, das famílias de bicicleta na rua, das tantas nacionalidades diferentes que se vêm por todo o lado, do sol sem muito calor e da chuva miúda a cair. Gostei, gostei muito. Gostei dos 5 juntos, como gosto em todo o lado, das diferenças que se sentem entre nós, mas do complemento em que acabam. Um complemento prático, funcional e  bem resolvido, mesmo em francês.  
Gostei de Paris e pronto. 
Et ce qu'il est!

E aqui vão as fotos, pois então, não as 300.000, mas as possíveis... 




















































































































































































































     






sábado, 29 de julho de 2017





UM NÃO-SEI-O-QUÊ


Li algures, no outro dia, que a relação do casal é a que mais sofre no meio da pressão. É aquela que mais vem a sentir falta de mimo, colo, tempo e espaço. É a que mais clama por sossego e silêncio, por ternura e olhar (re)descoberto, cúmplice e único. É aquela mais difícil de gerir, manter e mimar. A relação do casal é a mais exigente, que não tem, por garantia, a voz do sangue e  que fácil pode ceder ao desgaste e que fácil, fácil pode fazer (querer) desistir.
Mas depois, também é aquela que nos pode reinventar e devolver o outro (a), a cada vontade de não desistir. É aquela que nos garante uma capacidade ultra sónica de sabermos AMAR MUITO e AMAR BEM, é aquela que nos devolve o melhor que o amor tem, só por um olhar, um toque, um cheiro, um pôr de mão, um não-sei-o-quê-que-nos-tira-o-chão-e-nos-faz-sorrir. É aquela que nos dá a capacidade de fazer amor com corpo e com alma. É aquela que nos dá memória e história e passado e futuro. É aquela que faz sentido porque tem isto tudo.
E é por isso que eu, entre férias e filhos e amigos de filhos e praias e lazer e eventos e logísticas e coisas que estão marcadas e que vão acontecer e que vão saber bem e que nos vão isolar (aos 5), o que eu queria mesmo-mesmo era ter uns dias só contigo, num sítio qualquer, onde o prazer de te descobrir, cada pedacinho de ti, ia ser único e maravilhoso, como sempre.
Até lá, vou desenhando destinos na minha cabeça, equacionando datas possíveis e aproveitando ao máximo, aquilo que as férias dão: este ócio delicioso e retemperador, a cinco. Onde tu também estás.







quarta-feira, 19 de julho de 2017




DOSSIERS...


À medida que vou fechando dossiers, vou registando sinapses cerebrais que me alertam para o quase, quase, quase que estão a chegar as férias. É uma esplanada que me parece mais apelativa, é o livro X e Y e Z, que me salta à vista, reagindo aos meus freniquoques de leitura, é o pôr-do-sol que apetece ficar a ver, é o jantar mais tarde porque sim, é a casa dos amigos e o ajuntamento aqui e ali que sempre fazemos, é, é, é...   Sim,  as férias estão assim-já-tao-perto-que-quase-lhes-posso-tocar, alimentando no meu subconsciente todas as ideias boas do que quero fazer nelas e com elas, como se dessem para tudo, retemperassem a 100%, ou eclipsassem no espaço, preocupações e pendentes.
Não. As preocupações não desaparecerão e os pendentes ali continuarão assim mesmo, pendurados num tempo parado em que esperam para ser resolvidos e o cansaço voltará todo sobranceiro, mas a sensação inigualável de anestesia e de um egoísmo tão bom que nos alimenta os gostos, os hobbies, as preguiças, os passeios e tudo o mais e resto que queiramos fazer, isso ninguém tira às férias e então elas assim são para nós: tempos nossos, bons, sugados até ao tutano, vividos com quem escolhemos, passados onde queremos e  preparando-nos então, para os chatos dos pendentes, esses sim, uma real seca.
Cá por mim, não lhes fujo, mas por agora que fiquem assim mesmo: pendurados à minha espera
Por agora, quero aproveitar MUITÍSSIMO!!





sábado, 8 de julho de 2017





COLA-TUDO










E esta cumplicidade de irmãs, abismalmente diferentes uma da outra, este sorriso partilhado, estas vivências juntas, este segredar, este recorrer uma à outra, este chamar de mana, este pedir de conselhos, esta partilha. E este  trocar de experiências comuns, dar-vos-á uma cola-tudo que vos fará não descolar mais da vida uma da outra, mesmo que as diferenças que vos distiguem, sejam só isso: diferenças dadas pelo ADN, mas relativizadas na vida real. 
E sim, adoro as fotos que me mandam, ou não fosse eu uma mãe babadíssima

da vossa fotogenia... (como todas as mães, acho...)




P.S- Servirá também para me ir habituando para quando vos tiver as duas fora... Para já, consola-me o tempo (tempinho) que ainda falta e o ter ainda o Pedro a gritar pela casa como um Tarzan... UFA!!!








terça-feira, 4 de julho de 2017




TESOURO


E pronto, às vezes uma foto tirada à pressa no jardim, entre gritos e desassossego, faz-nos insuflar o coração e agradecer, agradecer  imenso por este tesouro. O melhor de todos.  O único que importa!
E pronto, não resisti..


segunda-feira, 3 de julho de 2017




SENHORES DO TEMPO





Entrei nos 45 num dia de sol e calor, talvez como no dia em que nasci, num hemisfério sul distante, numa cidade maravilhosa de sol tropical. 
Foi um dia estranho, este ano, meio enevoada no meio de tudo o que aconteceu, mas foi também um dia confiante e dedicado, onde estive com quem mais gosto e que acabou com o melhor de tudo o que tenho: o meu núcleo mais que sagrado, caseiro, ruidoso e barulhento, maravilhoso e grande, heterogéneo, único e meu.
E pronto, já tenho 45. 
Noto diferenças em mim em muitas coisas: na paciência, na resistência física, na disposição para algumas coisas, mas noto também gostos antigos ainda mais apurados (leia-se exigentes?), talvez porque já sei bem o que quero e do que gosto, talvez, talvez...
E  essa exigência é também porque o tempo passa depressa demais e nos torna impacientes para o que não interessa. Passa a uma velocidade que não controlamos, com constelações de coisas paralelas à volta dele que o tornam dominante e soberano. Não podemos fugir-lhe, isso é certo. É sinal de vida e de caminho, de desenvolvimento (assim se queira) e de futuro. Podemos é, seguramente, obrigar-nos a fazer dele um marcador bom, com coisas boas que nos distingam, com esperança e otimismo, com baixos e altos e altos e baixos que nos reequilibram sem cessar, com memórias boas que guardamos e com cheiros e gente que escolhemos ter.
Pois é, pois é... senhores do tempo nunca seremos, mas senhores do que queremos fazer dele, isso sim, essa escolha é muito nossa. E imperiosa!



P.S. E por aqui passará sempre a minha escolha. 

terça-feira, 27 de junho de 2017






BRUMAS

Mesmo entupidinha de coisas para fazer e a teclar de trabalho, teclar, teclar sem fim e mesmo com o coração em caquinhos pequenos que teimo em não deixar que se descolem, obrigando-me a exercícios constantes de serenidade e confiança perante o que se avizinha, (serenidade e confiança, serenidade e confiança, serenidade e confiança, serenidade e confiança, serenidade e confiança...) conseguiste ir passando pelas brumas do meu pensamento, brumas sim, que o pensamento está enublado, de espetativa, trabalho, receios, logísticas.
Isso não me tira o sorriso. Não sinto que tenha que carregar esta bruma, acompanhando-a de pesar, tristeza. Sinto que tenho que "educá-la", não a deixando toldar a alegria de dias felizes e luminosos, que este sol algarvio tão bem tempera.
E pronto, tu temperas também. Por fazeres parte da minha vida e por seres, se calhar, uma das causas de um equilíbrio que sinto e me ajuda a ser assim.
E mesmo nesta bruma toda, sabe bem ter-te comigo, beber um café ao fim da tarde, abanar a cabeça e deixar a bruma sair, pôr as logísticas e afazeres em standby um pedaço, num canto do cérebro que só se liga no dia seguinte, cheirar o (nosso) mar ao pôr-do-sol, ouvir-te e ouvir-me enquanto nos contamos coisas, partilhar segredos e preocupações, comer tremoços, um gelado, ou aquilo que nos apetecer, falar do dia seguinte, ou não falar, estar só, sem mais nada. Sabe-me bem sim, e fortifica-me isto. Mesmo quando me zango, tu te zangas, somos hiper, mega ocupados, insuportáveis e outras-coisas-que-tais-que-às-vezes-também-somos-pois-então...
É que continua a ser tão simples... e tão bom. 



LUV U!



sábado, 24 de junho de 2017







BOLHA

(Arejada de conforto emocional...)

E quando o dia foi hiper cansativo e sentimos que isso, mais o calor insuportável nos suga as energias? E quando a perspectiva dos dias que se avizinham não é diferente, em calor e em cansaço? E quando o corpo anda estranho, numa sensação conhecida de dormência quente causada por este calor tórrido que me faz apetecer vegetar, de boca aberta, debaixo do ar condicionado? E quando o desejo de que estes dias passem rápido e dêm aos acontecimentos que os vão preencher apenas e só a lembrança de qualquer coisa que já passou e da qual nos lembramos só porque se foi sem deixar marcas?
É que é mesmo isso que quero e anseio agora mais que tudo: que estes dias próximos, cheios de coisas que me vão tirar da bolha arejada de conforto  emocional em que vivo, passem rápido e não façam história na minha história.
Para isso, vou inspirar-me em quem é mestre da serenidade e aprender com ela tudo o que constela à volta desse dom, tudo o que o completa e faz fortalecer. É que, as mães (ela é a minha mãe) ensinam-nos tanto que não vem nos livros e nós, bebemos tanto da vida sem ser só no leite. Quem sabe se assim, inspirada nela e acompanhando isso com um sorriso, possa mesmo fazer os dias passarem como um ai, rápido e incólume. 
Quem sabe...



terça-feira, 20 de junho de 2017

 LEITE DERRAMADO

Já estou submersa, naquela fase do meu trabalho em que só vejo papéis à minha volta e em que sinto que tenho que ter uma grande capacidade de organização para ter tudo feito a tempo, horas e, sobretudo, com algum sentido, tentando pôr no horizonte, os miúdos com que trabalho e tentando que o tanto que se escreve por estes dias tenha norte, objetivo e, sobretudo, intencionalidade. E isto, equilibrando com uma filharada, leia-se 3, já em modo semi-férias. Já tenho falado disto por aqui, não é novidade e não vale a pena discorrer sobre este assunto, achando que-o-que-deveria-ser-não-é-ou-o-que-pena-de-isto-ser-assim-não-devia-blá-blá-blá.
Não há volta a dar a isto e o meu sentido prático faz-me não chorar sobre este leite que já se derramou há muito, mas sim, fazer o que tem de ser feito e fazê-lo bem, de preferência com um sorrisinho pelo meio. Essa, será sempre a minha (nossa) única salvaguarda e o respeito que os meninos e meninas com quem trabalho merecem, a isso me obriga.
Mas pronto, em abono da verdade, aquela verdadinha, verdadinha mesmo, que é uma real seca, é, de facto.
Isto há coisas!!!

sexta-feira, 9 de junho de 2017




100.731

(a sério?)


Este blog começou, por graça, em 2012, a um ritmo doméstico e pessoal e com ferramentas blogosféricas (quase) rudimentares. Foi um mero substituto dos caderninhos pretos sem linhas que sempre povoaram as minhas malas e gavetas e sempre me fizeram ocupar tempos mortos, de espera. E o blog foi andando, andando, a esse ritmo tão meu, tão despreocupado e tão despretensioso, retratando simplesmente o que escrevo, que é das coisas que mais gosto de fazer e sendo fiel testemunha do que digo acerca dos que mais amo, daquilo que me apraz referir, do que me irrita, enfim, daquilo que me apetece. É um blog despretensioso e muito suis generis.

Sempre achei que seria inimaginável atingir as 100.000 visualizações. Isso quereria dizer que 100.000 vezes, já alguém teria clicado num post, teria espreitado por aqui. Pois...  E se esse número continua a ser ridiculamente pequeno quando comparado com visualizações de outros blogs que sigo (ponha-me eu no meu devido lugar!), ou com outros blogs que povoam a blogosfera, já que nesta via, tudo é exponencialmente maior, mais difundido, mais rápido, mais acelerado, para mim, no entanto, este número 100.000 tem um efeito psicológico avassalador, fazendo-me lembrar a ideia que tinha, quando era miúda, de que teria 28 anos no ano 2000, como se essa data fosse inatingível e tivesse, na minha ideia de menina pequena, quase contornos de ficção científica. 
Pois é, pois é... O ano 2000 já lá vai e de ficção científica só teve a minha ideia de menina pequena e quanto aqui ao Doceeagridoce, que continue despretensioso, despreocupado, informal, verdadeiro, fiel, temperamental, sentido, paciente, impaciente, rudimentar e humilde.
Já me daria por satisfeita.




P.S. E  um obrigada sentido e humilde a todos e todas que me dão feedbacks maravilhosos acerca do que escrevo. Outra surpresa inimaginável...

terça-feira, 6 de junho de 2017




LADAÍNHA

«No fim de tudo, a Felicidade com maiúscula compõe-se de minúsculos actos felizes; de agradáveis sensações passageiras; de um razoável estado de saúde; de expectativas positivas diante de um futuro sempre aziago, ainda que não totalmente tenebroso; de alguém que goste de ti; de um amigo que está disposto a ajudar-te; de pequenos prazeres inerentes aos cinco sentidos corporais.»

- Manuel Vicent, no El País


Que grande, grande verdade! Achei delicioso, isto e por isso, o colei aqui. 
Que esta verdade me vá fazendo eco, aquele eco da minha infância, onde nos túneis dos prédios, nos becos, nas grutas da praia, gritava e depois, rindo muito, ficava deslumbrada a ouvir a ressonância daquele som falado que repetia, repetia, repetia até deixar de se ouvir.
Vou repetir, repetir, repetir isto, tipo ladaínha teimosa.
Afinal, as ladaínhas, podem ser terapêuticas, quem sabe?