terça-feira, 13 de dezembro de 2016



E PORQUE...

https://www.facebook.com/carlos.ferrinho.9/videos/1393930367304093/

E porque no final de diazinhos difíceis e intermináveis, o melhor que tenho és tu, são vocês.
E porque no meio de tarefas que não acabam, enfastiantes e chatas o meu pensamento voava para ti, que fazes anos.
E porque é isto que faz sempre um coração de mãe.
E porque o segredo de muitos dias é este: dar-lhes na mesma sentido, mesmo quando as horas não correm como queríamos.
E porque a felicidade pode estar assim, metida em dias difíceis.
E porque há 19 anos que preenches a minha/nossa vida de forma tão plena.
E porque tenho tanto orgulho na menina/mulher que és.
E porque és uma filha querida que me ajuda a ser mãe.
E porque te amo daqui até à lua.
E porque, não podia deixar de vir aqui hoje, nos teus anos, escrever-te.
E porque adorei o vídeo que o papá fez.
E porque não resisti a pô-lo aqui.
E porque...

É isto...

LUV U.



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016





"MAMÃZICES"

Tens uma maneira de falar que é muito agradável de ouvir, quando tens tempo e quando estás "virada para a conversa". Expressas-te muito bem e tens uma capacidade de análise apurada, que te faz ser eloquente e lúcida. Para além disso, és organizada e ponderada. Revejo-me um pedacinho em ti, nalgumas coisas, que a senhora genética, aproximou-te mais do lado paterno que do meu, é certo, mas revejo-me sim, na expressividade e simpatia que julgo, serem tuas imagens de marca, na maturidade e discernimento. E depois, és especial, acho eu, como acharão certamente todas as mães do mundo, de todos os filhos que tenham. E hoje, não são para aqui chamados os defeitos que, na graça de Deus, também tens, como eu.
Os teus irmãos enchem a casa e povoam-me ao seu jeito avassalador, barulhento e ENORME (neste momento, a tua irmã estuda Filosofia, em voz alta, no quarto e o teu irmão canta - deve ler-se GRITA - no banho). Sinto-me uma mãe afortunada, pela saúde que todos têm, pelo quê de especial de cada um, pelo seu jeito, a sua forma, pelas coisas que vejo em cada um deles, pelo crescimento e rapidez com que a vida os/vos preenche. 
E esta segue, descontraída e apressada, os dias surgem uns atrás dos outros, sempre agitados e cheios de coisas para fazer. Vivo de coração cheio e sinto-me descontraída e pacificada com a tua ausência. Afinal, é uma ausência relativa, suavizada por duas horas de distância e por Skipes e outros que tais
que nos ligam a uma rede de proximidades diárias. Depois, também não sou uma-mãe-muito-lamechas-acho-eu, mas tenho saudades tuas, o que queres e isso, acho que vou sentir sempre... de cada um de vocês, sempre que saírem de perto de mim. Afinal, acho que vou ter sempre esta asa de galinha gorda ...



Um bj, princesa.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016






SELFIES PARVAS EM DIAS NORMAIS



O dia acordou preguiçoso, como eu acordo sempre quando posso dormir até tarde. Choveu bastante de manhã e o tempo passou-se por entre afazeres e preguiça doméstica. Tão boa, esta sensação de casa-e preguiça-e-preguiça-e-casa...
Não fizemos nada de especial no resto do dia, ou de deslumbrante, ou de inesquecível, ou de mágico, insólito, exêntrico. Não fomos a nenhum sítio hit, cheio de gente. Não fizemos compras de Natal. Não corremos atrás do relógio para cumprir compromissos parecidos aos que sempre temos. Não nos afogueámos em pressas sem sentido.
Não. O que fizemos foi tão normal, que corre o risco de ser desinteressante. Mas é esta normalidade que te devolve a mim, àquilo que conheço de ti, àquilo que gosto em ti, àquilo de que não prescindo.
E é desta normalidade que é feita a redescoberta que faço sempre: o amor precisa de toque e cheiro e dia-a-dia e conversas e risos e diálogos e projetos e zangas e perdões e sorrisos e expressões e de outras coisas normais e é assim e só assim, nessa normalidade, que ele sobrevive de verdade. 
Foi um dia maravilhoso.

P.S. A foto não é das melhores, mas o céu estava lá atrás de nós, azul e deslumbrante.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016





FOGO MÃE, ENGANEI-ME...

- Oh mãe, fogo... enganei-me! "Não vou poder, este "poder" é com O, não é? Eu sabia!
- Ai Pedro!!!! Claro que é com O!! "Puder", "se eu não puder" é que é com U!!! Não acredito que escreveste mal...
- Pois! Escrevi...
Risadas... Minhas e dele... 
Acrescentei: -É um erro muito comum, mas é uma pena escrever-se mal... já sabes como eu sou com este assunto e pronto, já sabes o que eu acho: lês pouco, escreves pouco e isso treina-se, ouviste? Sabes o que o meu professor nos fazia?
-Sim, já sei... - e lá repetiu o que tantas vezes lhes conto. As "palavras difíceis" iam para casa como "deveres", ou TPC, como se diz agora e o que é certo, é que a fotografia da palavra ia ficando, devagarinho, colada a uma destreza ortográfica que íamos construindo. 
Têm hoje muitas outras competências, eu sei. Outras destrezas e capacidades "oleadas" por um acesso à informação e ao conhecimento que nós não tínhamos, mas o poder da sistematização, da leitura, do treino da capacidade de expressão oral e escrita, esses são intemporais.

Por isso, Pedrocas, ri contigo sim, do jeito rápido com que arrumaste este assunto. És parecido comigo, também no riso que fazemos de algumas falhas que temos e no registo "despachado" de muitos assuntos. Isso é saudável, faz-nos purgar erros e dar-lhes (SÓ) a importância que têm, mas que essa leveza saudável, não te faça retirar aos assuntos a importância que também têm e escrever-se sem erros é (quase) uma obrigação.
Tenho dito! 


P.s. E foi assim, com esta cara, que tudo se deu...


segunda-feira, 28 de novembro de 2016




PEDESTAIS


-Vais fazer um posto no blog, já sei... - disse-me meia a sorrir.
Pois! Já sabem como é e pelos vistos, lêem-me mais do que eu imagino...
E foi assim, num pedaço pequeno de tarde de sábado que lá fomos, vê-los a todos àquele Lar, numa etapa final de vida. Os olhares perdidos, a demência expressa, a limitação física, a extrema velhice de alguns, o abandono, a solidão no meio de tanta gente, mas também o contentamento de (quase) todos, por nos verem, por poderem sorrir para a nossa juventude, por nos ouvirem cantar, por cantarem connosco, por se sentirem queridos por um pedacinho. A mão que agarrava a nossa com vigor, a palavra que não se entendia mas que saía para nós, direta como uma flecha num comunicar que se queria fazer, mesmo sem se entender, o sorriso sincero que nos dirigiam.  E foi tão fácil e foi tudo tão simples. Sem preparações, ensaios de maior ou grandes antecipações. Só fomos e estivemos. De coração, acho...
Para mim, (e julgo que para nós todos... ) foi também a descida dos nossos pedestais de juventude e vivacidade, tão cheios de nós próprios, tão insuflados de certezas, tão sem tempo e com pressa e o confronto com uma realidade que nos rodeia: a da velhice e do abandono. 
O poder dar um pouquinho de mim, do meu tempo, do meu sorriso, da minha festinha na cara ou na mão, o poder inspirar humildade e gratidão que me eram devolvidas a cada instante, o ver que afinal é fácil agradar, se quisermos e pudermos. E podemos tantas vezes...
E estes exercícios de humildade têm que nos tornar melhores, a sério, fogo...
E aqui deixo a foto possível.



sexta-feira, 25 de novembro de 2016






A TUA VIDA

Daremos às datas sempre e só o que quisermos, assim como daremos às datas-que-não-são-datas, também o peso que quisermos. E é bom sermos assim senhores do nosso tempo e daquilo que queremos fazer e celebrar. Sem convenções parvas. Só porque sim e porque nos sentimos bem com isso.
E hoje esta data é especial, porque se celebra a TUA vida. 47 anos da TUA vida, que é um bocadinho nossa também.
Utilizarei sempre este blog como assento de notas de felicidade, apontamentos críticos, opiniões e reparos. Servirá sempre como folha de papel para passar para palavras coisas que sinto cá dentro e que não me importo de partilhar com a blogosfera, que é quase como dizer, com o mundo.
E hoje sinto-me muito grata por ti na minha vida, pelo projeto que temos juntos, pela serenidade e clarividência que me dás tantas vezes, pelo pragmatismo que alivia a minha tensão emocionada sempre, pela tua matemática que tempera a minha emoção, pela ideia de futuro que me/nos dás, pelos filhos que me deste e que eu te dei, pelo amor que me tens e que me estrutura, pelos momentos bons e maus que passamos juntos, porque junta é a nossa vida, pelo homem que sei que és, por aquilo que eu sei que também te dou e por tantas outras coisas que caberiam agora em 47 anos de vida, da TUA vida. 
E é tão bom essa vida ter um bocadinho de minha também.
FELIZ ANIVERSÁRIO, meu amor.

P.S. Não estavas sozinho nesta foto, mas cortei-a, porque hoje o dia é só teu...

terça-feira, 22 de novembro de 2016






PREGO A FUNDO

Precisei ontem de conduzir por metade do Algarve, na Via do Infante. O céu estava assim, naqueles fins de tarde maravilhosos, em que o céu se põe desta cor e em que olhamos para o horizonte e vemos esta púrpura maravilhosa. 



Estava sozinha e conduzia depressa. Aliás, tenho por hábito (mea culpa) conduzir depressa. Gosto de sentir o carro, de ouvir música e de descomprimir assim, embalada pela condução. Fez-me lembrar os tantos anos em que tinha que conduzir às meias horas para cá e para lá para ir trabalhar e o bem que isso me sabia, ao contrário da maioria das pessoas, que sentiam a condução como um fardo. O meu prego a fundo ajudava-me a mudar de registo, a passar de uns cenários vividos para outros a viver no momento seguinte, a descomprimir, a cantar alto, a não pensar em nada. Sim, ontem revivi essas alturas maravilhosas. 
Embalada por esta recordação pensei no bem que me fez andar de escola em escola nesses tempos: conhecer pessoas novas, perceber novas formas de trabalhar, aprender a questionar, apurar a intenção pedagógica que define procedimentos, relativizar aquilo que se julga já saber, crescer, crescer, crescer.
Pois é, todas estas sinapses passaram pelo meu pensamento ontem, enquanto conduzia, ouvia música e aí de prego a fundo... E o bem que isso me soube!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016






NÚCLEO





E este será sempre o meu núcleo mais profundo. Aquele onde vou buscar sentido, mesmo sem me aperceber e aquele que me define como pessoa. Aquelas quatro existências que, a par da minha própria me compõem como se eu fosse uma peça de puzzle que só faz sentido se estiver completo. E para minha graça, está completo. E é cheio. E forte. E significante. E barulhento. E vivo. E bom.
E como alguém me dizia por estes dias... " só isso importa, Paulinha, só isso importa..."
Pois é...


P.s. Adoro estas duas fotos...





quinta-feira, 3 de novembro de 2016





'BORA LÁ...




A crónica da Laurinda Alves, Desmotivadores militantes, no Jornal online OBSERVADOR, fez-me pensar. 
"Muita gente acha que ser verdadeiro é dizer absolutamente tudo e não guardar rigorosamente nada, esteja quem estiver. Nada mais demolidor." (...)
Pois é...
O desafio que sinto é o de conseguir encaixar estas verdades descritas, diariamente, a toda a hora, mantendo os níveis de motivação em alta, ou média, utilizando repetidamente aqueles filtros que criamos para sugar só o que importa e rindo, rindo muito, que dizem ser sinal de inteligência. 
Isto sei que só depende de mim e isto sei, fará toda a diferença.
'Bora lá...

sexta-feira, 28 de outubro de 2016





LEMBRETES

Nem imaginas o bem que me tem feito ver este lembrete saltitão que puseste no meu telemóvel e que de vez em quando aparece no ecrã principal e lá fica.
És terrível, tu... 
Tem-me sabido a mel, isto, nestes dias (mais) difíceis em que a descortesia, nos entra pela vida adentro e nos faz sentir assim como que extra-terrestres de uma galáxia diferente, só porque tentamos ser sempre corteses, delicados e simpáticos. É que acredito que atrás disto vem sempre a educação, sabes, e firmeza nenhuma nos é retirada por sermos assim.

Mas pronto, é a vida que temos, o mundo que temos, as pessoas que temos. Que, graças a Deus, vão sendo uma minoria ainda.
E quanto ao meu lembrete saltitão, tem servido para isso mesmo: adoçar-me a vida com aquilo que é mesmo importante e que dá sentido a tudo o mais e o resto. 
Thank you sweetie...



quinta-feira, 20 de outubro de 2016






E QUANDO...

E quando perco o chão é em ti que continuo a pensar, em busca daquela segurança que tu me sabes dar, mesmo sem te dares conta, dando-me chão, espaço e tempo para viver sem medos. Como se a minha (aparente) segurança só fosse completa contigo.
E quando me sinto cheia de tudo o que traz ruído, é do silêncio seguro do nosso amor que preciso, como se precisasse de voltar ao que é simples para tudo ganhar sentido. 
E quando os meus sentidos ficam cheios de informação que atordoa, é também  do riso simples contigo que tenho saudades, aquele riso dos 18 anos que nos caracterizava e, quero crer, nos caracteriza até hoje, nos dias bons. E por isso é ainda hoje bom rir contigo.
E quando o peso dos problemas me faz vacilar, é também do que já construi contigo que me recordo, como se esse fosse um dos rochedos seguros ao qual me quero agarrar. E agarro.
E sim, fica tudo um pedacinho melhor. A sério...




quinta-feira, 13 de outubro de 2016





DESCOMPLICAR

(continua a precisar-se!)

Uma amiga minha costuma dizer que Deus não nos dá nada que não possamos suportar. Acredito profundamente em Deus e acho piada à frase que retira algum fatalismo ao que nos vai acontecendo, acho, tornando-nos agentes na primeira pessoa da nossa história. Também nunca fui muito de matutar nas coisas. Acontecem e pronto! Acho que é o meu espírito prático (herança absoluta da minha mãe) e um interruptor de descomplicar que tenho. Acho sinceramente que é isso. Se assim não fosse tantas coisas seriam um drama e tantas coisas seriam muito mais complicadas do que são. Depois, o facto de ter três filhos seguidos, o meu percurso profissional em variadíssimas escolas, o contacto com tantos e tantas colegas diferentes e tantos e tantas formas de trabalhar, as minhas mil outras tarefas que tenho extra trabalho, a coerência entre o descomplicar e o manter o rigor e a seriedade (maior dos desafios, este!), acho que tudo contribuiu para um espírito prático apurado que me tem levado a filtrar e absorver (por esta ordem) só o que é necessário. E sou feliz assim.
E por isso me lembrei hoje deste post antigo e deste porto seguro com cheiro e cor dos meus onde chego todas as noites e que me ajuda a descomplicar e me estrutura como pessoa. 
Pois é! Há coisas que já não mudam... 



terça-feira, 11 de outubro de 2016




TEMPERO FORTE

Provavelmente vais odiar a foto que escolhi para este post, mas já estou habituada a que discordemos muitas vezes nestes assuntos de fotos e gostos. Gosto desta foto porque gosto do teu ar, senhora de si e sabedora das tuas verdades e certezas. Olhando em frente, determinada. É bom ser-se determinada e convicta. Dá-nos um tempero forte, isso e afirma-nos, às vezes, no meio de tanta gente sem sal. 
Sim, e hoje em que, por vários motivos, me lembrei tanto da cortesia, pensei em ti e quis dizer-te que, tudo o que temos vindo a conversar, sobre cortesia, educação, o sermos diferentes, elevados, especiais, vai obrigar-nos sempre a fugir da mediania, a procurarmos a diferença e a sermos elevados de espírito e de alma. Não é fácil, mas é o único caminho.
E com isto, princesa, não ficas menor. Antes ficas especial e maravilhosa e se a isso juntarmos esse teu ar, então serás irresistível.
LUV U!