terça-feira, 13 de setembro de 2016
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
ESCADINHA
Disse-me ontem que eu "lhe tinha ensinado" que aquilo que dizemos aos filhos, fica sempre lá, mesmo reminiscente, para mais tarde, ou mais cedo se manifestar como uma semente boa que dá sempre fruto, mesmo quando a terra não presta. (Fui eu que te ensinei isso, tia querida?? Não terás sido tu a mim?)
Mas pronto, quero crer que sim. Quero acreditar que as vozes da mãe (e, no meu caso, por osmose, do pai) irão sempre fazer eco nas suas vidas como uma ressonância teimosa, que os devolve às raízes, à essência maior do seu núcleo. Quero crer que tudo o que a mãe lhes diz, mesmo que tenha agora ares e vozes de parvoíce sem sentido, possa orientar-lhes os passos no futuro, como se nós tivéssemos sempre que voltar a uma raiz forte que nos segura à terra, nos dá o norte e nos permite depois voar.
Pois é! Na escadinha de filhos que tenho, na diferença de feitios, personalidades, maturidades, formas e modos de estar, tenho que ser mestre nisto de não me anular, dizendo-lhes sempre o que penso, com palavras certas e claras, olhar seguro e tom firme, observando e ouvindo na retaguarda e agindo, por instinto e razão, sempre que acho necessário, não deixando esquecer assuntos, mesmo que nem sempre se encontrem os momentos certos para os abordar, já que aqueles nos parecem fugir.
E sobretudo, tenho que acreditar, acreditar muito que algo lhes fique, como se o seu degrau na escadinha dos irmãos, tivesse sido encerado, ao longo do tempo, com uma cera especial. Daquelas que brilham sempre e cheiram bem.
Pois!... Coisas de mãe, estas. Mas é isto, é mesmo isto, não há volta a dar!
sábado, 3 de setembro de 2016
SAUDADES
Hoje farias 46 anos e as saudades que tenho de ti são sempre incontáveis e não passam, mesmo arrastadas pelos anos. Por isso, foi para esta foto da minha e tua doce infância que olhei de manhã, lembrando-me deste dia, no Jardim Escola "A Luzinha", vestidos (ou semi vestidos, que a paciência da mamã para estas coisas não era quase nenhuma...) de Carnaval!
Gosto de ver os nossos braços dados e o meu sorriso de irmã mais nova que, apesar de mais nova, arrastava-te tantas vezes para aquilo que eu mais gostava de fazer. E tu ias, ias sempre.
Tenho muitas saudades tuas, Nuno e queria ter-te aqui perto de mim, a contar-te as coisas da minha vida, a ouvir-te rir, genuíno, como te rias, a ouvir-te falar e a saber o que achavas de todas elas. A seres o meu irmão companheiro, tão diferente de mim, mas tão meu, tão cúmplice. A seres comigo irmão e irmã do nosso João pequenino, agora homem. A estares comigo, connosco, aos domingos na casa da mamã. A recordarmos juntos o papá...
Gosto da espécie de anjinho gordo "de moldura" que nos segura aos dois.
Quem sabe seja perto de um destes que tu estás. Bem, claro, claro que sim, porque o céu merece pessoas como tu, eu sei...
Mas tenho saudades, só isso e por isso, este dia vai ser sempre especial.
LUV U!
domingo, 28 de agosto de 2016
CENÁRIO PINTADO
O que mais gosto nas férias é de andar de chinelo no pé. De não ter de me preocupar com o cabelo. De andar sempre super, hiper prática, de estranhar já quando tenho que pôr um simples rímel. De escorrer o tempo em hábitos simples e rotineiros. De não ter horas. De saltar refeições só porque sim. De enganar biorritmos porque se contraria o habitual. De ter uma praia deserta a 300 passos de mim, se eu quiser. De estar na ria, ou na costa, ou no café, ou em casa, ou na rede, o que me apetecer. De ter sossego, dado também por filhos já grandes. De ler sem fim. De tudo isto que já tenho dito e que forma e completa as minhas férias. E disto já não abdico, pronto, finezas da idade!
E depois tu, que estás sempre lá, como se completasses um cenário pintado que já é o meu.
Os tempos que gosto de passar sozinha e que me estruturam, não compensam aqueles em que estou contigo, nestes cenários das nossas férias, ou em quisquer outros, como se o equilíbrio se encontrasse nesta dualidade.
Pois é! Fazes-me parte. Fazes parte. De chinelo no pé, ou de rímel nas pestanas e cabelo arranjado.
E é tão bom, isso...
domingo, 21 de agosto de 2016
ESTRANHICES
(cada um com a sua...)
Sinto-me um bocado estranha, às vezes, com esta minha compulsão da leitura. Sentir que prefiro mil vezes, às vezes, ficar com o meu livro de momento, a fazer aquela viagem única e só minha, do que ir aqui, ou ali. Às vezes, a sério, acho que tenho que dosear isto, para não parecer maluquinha de todo. Vou dizendo para mim própria que a idade me vai trazendo menos paciência para o que não gosto de fazer, mais impertinência para espaços e tempos que não vou suportando já tão bem e também aquela sobranceria tranquila que a maturidade traz, que é a de fazer MESMO aquilo que gosto.
E depois, tenho amigas que partilham comigo este gosto, esta compulsão e, à boleia de conselhos trocados e/ou sugestões partilhados, caem-me no colo assim coisas destas, como este que acabei agora de ler, O ROUXINOL, de Kristin Hannah.
Sendo uma leitora (quase) compulsiva, não sou expert em literatura, nem tenho um conhecimento exagerado de muitos autores, correntes, ou estilos. Leio porque gosto, porque me envolvo nas histórias, porque gosto de imaginar as personagens nos cenários descritos, porque enceto viagens para mundos que vou conhecendo melhor. Mas sou, sobretudo, sensível a uma boa história, que junte uma boa narrativa a um enredo interessante, personagens densas e acontecimentos decisivos, cenários inventados, ou reais, trama, suspense e humanidade.
E este livro, que tem por detrás os factos históricos de uma França ocupada, traz até nós a vida de duas irmãs que representam outros tantos e tantas que sobreviveram e resistiram ao jugo nazi.
Sendo cada leitura uma viagem única e absolutamente pessoal (por isso é que há tantos livros e autores tão significativos para uns e tão indiferentes para outros) atrevo-me a remoer (e aconselhar) este, relembrando a história e o papel decisivo que as mulheres tiveram nos palcos mais esquecidos ( ou mais importantes) da guerra.
É que gostei mesmo do livro! E ler aqui, só pode ser bom, já agora...
terça-feira, 16 de agosto de 2016
AGOSTO
Para o bem e para o mal será sempre o meu mês de férias. Aquela altura do ano para a qual guardo projetos, decisões, descansos. Ou simplesmente aquela altura do ano em que me sinto anestesiada pelas ondas, calor e torpor, próprios de um verão a pique e de (alguma) inércia. Não luto contra isto. Estes dias sem horas e estas horas sem pressa. É assim, talvez um chamado do corpo a reclamar descanso, calma e tempo. Deixo-me levar sem fazer ondas. Sei que isto passará veloz, com um raio, mal me dando tempo para tudo a que me propus. Sei que breve, breve virá uma reentrada louca nos tempos e horas e prazos da vida de todos os dias.
E então deixo-me ir indo, nesta anestesia prazeirosa das férias, dando ao corpo aquilo que me vai pedindo e dando-me a mim, o imenso prazer (consciente) de estar anestesiada.
Sem culpas...
(E tanto que me identifiquei com esta crónica...)
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
WOW
(gigantesco...)
Letargia, anestesia, dormência. Podiam ser estas algumas das palavras que me caracterizam por estes dias. Após um ano intenso de trabalho e pressões várias e depois da viagem de que falei aqui, este descanso sabe-me a mais que merecido e toma laivos de egoísmo teimoso, porque sim, porque mereço, porque quero que persista, porque acho que é devido, porque não quero que me chateiem, porque, porque, porque...
Mas, e porque não vivo numa bolha, nem numa realidade virtual, acompanho o que se vai passando para lá deste meu mundo egoísta de férias. Incêndios, Olimpíadas, aviões russos, metas do défice e emigrantes lesados do BES, vão-me chegando aos ouvidos num ruído de fundo que nos devolve a outra vida, aquela que deixámos para lá das férias. Acompanho outros temas e assuntos, mais de foro pessoal e familiar, alguns com tons de perda, dor e menor alegria. Todos eles compõem este leque variado de vida, da vida que é minha também.
Mas volto ao meu egoísmo de férias e deslumbro-me com estas dunas e este mar que me rodeiam. Com este pôr-do-sol gigante todos os dias à minha porta. Com este vento na cara e este mar a 25 graus. Com esta areia fina e limpa. Com este eco do mar. Com estes hábitos simples que me equilibram: o ler na praia, o caminhar na areia molhada, o conversar com amigos, o estar às vezes sozinha só comigo e com as minhas coisas, o ler o jornal, o não ter horários, o escrever... Sem muita gente, sem muita confusão, sem festas top e gente famashow. Que bom, que bom.
Preciso disto! Como do pão para a boca. Talvez tudo isto me devolva a capacidade de encaixe para o que está para além de mim, para aquelas coisas que me chegam em ruído de fundo pelas notícias. Talvez tudo isto me prepare para novos arranques em setembro que está já aí.
Pois é! E enquanto isso não chega, vou andando de espanto em espanto com o que esta natureza maravilhosa me dá, aqui, a toda a minha volta.
Este WOW gigantesco é mesmo maior que eu. Acho que me vou render a ele. E será mais que suficiente...
Mas, e porque não vivo numa bolha, nem numa realidade virtual, acompanho o que se vai passando para lá deste meu mundo egoísta de férias. Incêndios, Olimpíadas, aviões russos, metas do défice e emigrantes lesados do BES, vão-me chegando aos ouvidos num ruído de fundo que nos devolve a outra vida, aquela que deixámos para lá das férias. Acompanho outros temas e assuntos, mais de foro pessoal e familiar, alguns com tons de perda, dor e menor alegria. Todos eles compõem este leque variado de vida, da vida que é minha também.
Mas volto ao meu egoísmo de férias e deslumbro-me com estas dunas e este mar que me rodeiam. Com este pôr-do-sol gigante todos os dias à minha porta. Com este vento na cara e este mar a 25 graus. Com esta areia fina e limpa. Com este eco do mar. Com estes hábitos simples que me equilibram: o ler na praia, o caminhar na areia molhada, o conversar com amigos, o estar às vezes sozinha só comigo e com as minhas coisas, o ler o jornal, o não ter horários, o escrever... Sem muita gente, sem muita confusão, sem festas top e gente famashow. Que bom, que bom.
Preciso disto! Como do pão para a boca. Talvez tudo isto me devolva a capacidade de encaixe para o que está para além de mim, para aquelas coisas que me chegam em ruído de fundo pelas notícias. Talvez tudo isto me prepare para novos arranques em setembro que está já aí.
Pois é! E enquanto isso não chega, vou andando de espanto em espanto com o que esta natureza maravilhosa me dá, aqui, a toda a minha volta.
Este WOW gigantesco é mesmo maior que eu. Acho que me vou render a ele. E será mais que suficiente...
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
E ENTÃO?
(os 22 anos depois?)
Tenho estado desejosa de me sentar a escrever este post, agora que a mega logística de um pós-viagem a 5 se vai apoderando de mim e a rotina que conheço vai tomando lugar, instalando-se sobranceira e espaçosa, agora para coisas minhas, muito minhas.
Assim, 7 máquinas de lavar roupa depois e outras coisas que tais e já instalada no meu reduto familiar de férias, começo a processar a informação de tudo o que se passou durante esta viagem que fizemos de 8 dias. Apetece-me constatar que sim, 22 anos depois, esta viagem, a este sítio, teve, na mesma, o doce sabor e encantamento esperados: deslumbrei-me outra vez com as paisagens de postal que a Suíça oferece, olhei à volta e vi que não havia cantinho de que não gostasse, observei o sentido de organização oferecido, limpeza, ordem e disciplina, vi gente e mais gente e mais gente, unida por um ideal universal de fraternidade, que é o Escutismo (e que bom passá-lo para os meus filhos!), constatei interiormente e a cada minuto, que aos 44 anos reparo em coisas e em pormenores que aos 22 não reparei (e assim deve ser... será sinal de normalidade, certo?), revejo-me na alegria e reações das minhas filhas, deslumbro-me com uma Natureza exuberante, grandiosa e soberba que me devolve a cada minuto a sensação de pequenez que devo, para justa reflexão, ter, rejubilo com o facto e privilégio de estar a viver esta experiência a 5, com aquele núcleo que é meu, nosso, partilho com amigos estas sensações e colo mais uns mosaicos de coisas boas numa memória pessoal.
Haveria muito mais a dizer sobre esta viagem. Haveria até a possibilidade de se considerar que não foi uma viagem de sonho, já que teve a reboque uma logística grande que cansa e extenua, podendo ter-lhe tirado o sabor, mas acho que os sonhos são teimosos e do tamanho que temos, que é o mesmo que dizer que têm a forma e cor que lhes quisermos dar e então, mesmo guardando a ideia de viagem de sonho para outra viagem que venha ainda a fazer, de KANDERSTEG, 22 anos depois, vou guardar uma doce e linda sensação.
LIVE THE DREAM, dizia-se por lá, no chalé Escutista. Pois é! E nestes 8 dias, o sonho foi do meu tamanho e dentro dele, coube tudinho o que por lá vivi. Mesmo...!
segunda-feira, 25 de julho de 2016
22 ANOS DEPOIS
Sim, 22 anos depois vou repetir esta viagem que fiz em setembro de 1994 com um grupo de amigos. 22 anos depois vou poder comparar sítios, reviver experiências e experimentar a sensação de voltar a um local, seguramente diferente e com muitas inovações. Levámos nessa saudosa viagem um telemóvel (que me pareceria agora um tijolo) que partilhávamos para repartir as chamadas para casa. Fomos em duas carrinhas e o nosso destino alargou-se em muito do traçado inicial, dando aso a um espírito de aventura que só os jovens sabem ter. Chegámos à Hungria e tudo nos pareceu uma doce aventura, vivida em grupo por essa Europa fora e recordada até hoje em muitos serões de conversa jogada fora entre amigos. Tanto, tanto para recordar. E agora, a uns diazinhos daqui, estou prestes a repetir a aventura. Desta vez mais moderna, com tecnologias de apoio, com informação a escorrer de minuto a minuto, com um mundo muito mais perto de cada um, ao virar a esquina, do aeroporto, do transfer mais imediato. Agora também, como adultos que somos, com um itinerário muito mais preciso.
Pois é! Mas o espírito será o mesmo: uma grande aventura Escutista, vivida em comum com um grupo de amigos, recordada outra vez por alguns que agora, como eu, repetem a viagem e, o melhor de tudo, partilhada com os meus filhos e marido.
Se imaginaria que 22 anos depois poderia lá ir outra vez com três filhos comigo, tendo o mais novo 12 anos?
Nunca! Mas a vida passou a correr e o que é certo é que lá vamos nós sim senhora!
Não sou saudosista. Não fico nostálgica, ou xururu (leia-se, piegas) por querer dar ao presente certas cores do passado, mas o que é certo é que voltar a KANDERSTEG, agora acompanhada assim de vocês, faz-me dar graças pela vida que tenho e pela oportunidade que espreita aqui.
Acho que vai ser o máximo!
'Bora lá...
(E um apanhadinho de algumas fotos de 94... Antigas, antigas!
E a promessa de uma reportagem a sério desta vez!...)
quinta-feira, 21 de julho de 2016
DONOS E SENHORES
Feitiozinho chatinho, tenho eu, eu sei... Com 44 no papo, sei que já apurei, nesta fase, muitos defeitos que tenho desde sempre, mas quero crer também que terei um pouquinho mais de clarividência e/ou discernimento para o que interessa, filtrando, filtrando muito, filtrando sem cessar. Isso torna-me seletiva: nos relacionamentos interpessoais, nos sítios a frequentar, nas conversas a eleger ter ou não ter, na disposição com que parto para as coisas, na escolha dos hobbies certos, daqueles que assumo, equilibrarem-me sem parar. É da idade? Talvez, mas não me queixo. Ergo do alto de mim própria, esta disposição e legitimo-a com a idade sim, que esta não nos dá só quilos a mais e paciência a menos. Dá-nos também a maravilhosa sensação de sermos donos e senhores de nós próprios, sem culpas ou convenções. E essa é a melhor parte.
Senti que hoje, tinha que dizer isto, nem que seja para mim própria!
segunda-feira, 18 de julho de 2016
E as férias quase, quase a chegar. A espreitarem à portinha de uns dias que não tardam aí e com elas, as férias, vêm-me ao pensamento, claro, ideias de destinos idílicos contigo, onde pudéssemos namorar sem destino, descobrirmo-nos a toda a hora, falar, conversar, ouvir, curtirmo-nos um ao outro, revendo no outro aquilo que nos encantou e encanta, embalados por comodidades que o dinheiro pode pagar e que se traduzem por pouca tralha, poucos planos, pouca logística, elementos sempre pesados quando se projectam sonhos e planos.
Pois é! Mas depois lembro-me do dinheiro que não temos para isso, da lista de prioridades agendadas para ontem, de terceiros e quartos e quintos que dependem de nós e nos impossibilitam de fugir desta rede apertada que se chama A NOSSA VIDA, das datas e prazos de agenda, de, de, de... E logo me vêm à mente, os milhares de recantos que conhecemos por aqui e que nos devolvem, se quisermos esta magia dos sítios de sonho. Lembro-me dos segredos partilhados em sítios e espaços com nomes só nossos, lembro-me da fortaleza de um amor chamado NOSSA VIDA que nos deu e dá tanto, tanto, tanto. Lembro-me do que sei ser verdade, de que os sítios de sonho somos nós que os fazemos e que de sonho nada teriam se não tivéssemos nós antes, tantos elos fortes assim, lembro-me de uma vida que corre ao nosso lado e da capacidade que temos tido de a renovar e fazer encantar. Lembro-me de quinhentos mil argumentos que poderiam rebater e sustentar a não ida para sítios de sonho. E pronto, esta certa-nostalgia-parva-que-sinto-às-vezes-e-que-me-faz-questionar-o-que-não-tenho, passa-me logo, sem dar tempo e/ou energia para se fundamentar, como um mecanismo quase físico de defesa e imunidade e por isso fico bem, ótima, tranquila e feliz.
É que as férias estão mesmo aí e serão de sonho, se eu quiser.... Contigo!
quinta-feira, 14 de julho de 2016
CAÇULA
( do meu ❤️)
E às vezes assusta-me a rapidez com que cresces. Sei que não tarda já não
me vais querer sempre perto, como por ora ainda vai acontecendo. Sei que mais cedo do que imagino, a tua voz vai mudar, o teu tamanho vai exceder-se, os teus interesses vão ser infinitamente diferentes dos nossos e dos meus, mas por ora deixa-me curtir-te muito, com todas as forças, mesmo que me dês cabo da cabeça e me esfrangalhes os nervos, que também sou mocinha de génio fácil!
É que hoje deu-me para isto!!
Coisas de mãe?
LUV U TOO!!!
terça-feira, 12 de julho de 2016
PINGUINHOS DE CHUVA
Apesar do calor abrasador, dominante e absolutamente presente que por aqui se sente, sinto que me tens escapado por entre os pinguinhos da chuva, aquela miudinha e irritante que está sempre lá em tardes invernosas e da qual imaginamos pingos insistentes e chatos.
Tens estado ocupada em coisas várias que escolheste fazer para passar (e bem!) o tempo, isso altera-te as rotinas absolutamente ociosas de férias que, aliadas ao calor desta terra, vos podem transformar por momentos em coisas quase inertes em cima de sofás de qualquer sala, e por isso, não tenho tido oportunidade de te observar a cada hora, com aquele olhar clínico de mãe que sei todas podemos ter, transformado em radar super sónico de deteção de problemas.
Pois é, é verdade isto, mas quero dizer-te que apesar de tudo, te intuo e percebo e vejo e ausculto como se fosses transparente, mesmo que não me digas nada, nem partilhes as coisas que são tuas e de mais ninguém. Aproveito para isso cada gesto, momento, olhar, riso, tom, como se precisasse de tirar destes meios, toda a informação que TAMBÉM ELES nos podem dar. Afinal, estas mães transformadas em radares, também sabem que são isso mesmo: mães e não as melhores amigas, pares, da mesma idade e com as mesmas sintonias e gostos. E esta minha certeza de radar é mais que suficiente por ora, pois sei que nela cabe dentro o maior e mais genuíno amor do mundo. E eu sei que tu também sabes disso!
LUV U sweetie!!
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