quinta-feira, 14 de julho de 2016






CAÇULA
( do meu ❤️)

E às vezes assusta-me a rapidez com que cresces. Sei que não tarda já não
me vais querer sempre perto, como por ora ainda vai acontecendo. Sei que mais cedo do que imagino, a tua voz vai mudar, o teu tamanho vai exceder-se, os teus interesses vão ser infinitamente diferentes dos nossos e dos meus, mas por ora deixa-me curtir-te muito, com todas as forças, mesmo que me dês  cabo da cabeça e me esfrangalhes os nervos, que também sou mocinha de génio fácil!
É que hoje deu-me para isto!!
Coisas de mãe?





LUV U TOO!!!

terça-feira, 12 de julho de 2016




PINGUINHOS DE CHUVA

Apesar do calor abrasador, dominante e absolutamente presente que por aqui se sente, sinto que me tens escapado por entre os pinguinhos da chuva, aquela miudinha e irritante que está sempre lá em tardes invernosas e da qual imaginamos pingos insistentes e chatos.
Tens estado ocupada em coisas várias que escolheste fazer para passar (e bem!) o tempo, isso altera-te as rotinas absolutamente ociosas de férias que, aliadas ao calor desta terra, vos podem transformar por momentos em coisas quase inertes em cima de sofás de qualquer sala, e por isso, não tenho tido oportunidade de te observar a cada hora, com aquele olhar clínico de mãe que sei todas podemos ter, transformado em radar super sónico de deteção de problemas.
Pois é, é verdade isto, mas quero dizer-te que apesar de tudo, te intuo e percebo e vejo e ausculto como se fosses transparente, mesmo que não me digas nada, nem partilhes as coisas que são tuas e de mais ninguém. Aproveito para isso cada gesto, momento, olhar, riso, tom, como se precisasse de tirar destes meios, toda a informação que TAMBÉM ELES nos podem dar.  Afinal, estas mães transformadas em radares, também sabem que são isso mesmo: mães e não as melhores amigas, pares, da mesma idade e com as mesmas sintonias e gostos. E esta minha certeza de radar é mais que suficiente por ora, pois sei que nela cabe dentro o maior e mais genuíno  amor do mundo. E eu sei que tu também sabes disso!

LUV U sweetie!!



quarta-feira, 6 de julho de 2016





REDUTOS


Tenho vivido estes dias com um misto de sensações: rescaldos na escola aqui e ali por acabar, pontinhas de fora relativas a assuntos que teimam em não encerrar, mais isto e mais aquilo, num limbo estranho entre férias à porta e sensação de dever cumprido e trabalho exigente que ainda não pode MESMO acabar. Sinto-me a ir fechando dossiers, à medida que os dias vão passando, gerindo as solicitações dos miúdos, plenamente de férias, as solicitações familiares, os pendentes por resolver e acautelar/enquadrar, as minhas urgências e o resto tudo que faz parte da minha (leia-se nossa) agitada vida.
E assim se tem vivido por aqui, com este blog também meio anestesiado, é verdade. 
Mas está cá! Como cá estou eu também, viva, com as certezas que me sustentam.
E esta é uma delas.





Obrigada pela mensagem. No meio da confusão em que estava (estávamos) quando a recebi, foi como que sentir que há sempre um reduto que é profundo, sagrado, nosso, valioso e seguro.

P.S. Ah!... Também adoro este sítio! Tu sabes...

sexta-feira, 24 de junho de 2016





(Miscelânia) colada com cuspo


Não percebo nada de política. Nem quero. Não me atrai o tema, o modo, a forma, o(s) desfecho(s) que muitas vezes acontece(m). Não gosto de como se desvirtua, muitas vezes de forma tão fácil, uma essência, que é boa, na génese, por causa desse modo, dessa forma, desses meios. Mas pronto, ela está por todo o lado, influencia-nos sempre e também não acho que devamos ser apáticos, indiferentes de todo, ou confortavelmente ignorantes.
E por isso, esta história do Bretix, não me deixa indiferente. Deixa-me, mesmo sem conhecer a fundo todos os contornos, mesmo sem conhecer a fundo todas as nuances da questão, expectante, desconfiada. Sem saber explicar muito bem porquê... Afinal, esta não é a minha zona de conforto, onde falo "de cadeira" daquilo que sinto. Mas pronto, estou a gerir, à distância, os efeitos que a notícia vai tendo em mim e, como sempre acontece quando o pensar me assalta de repente, escrevo. 
E faz-me perguntar: e agora?
Será isto como aquelas peças de dominó enconstadinhas umas às outras, em que quando cai uma, caem todas, sendo que as pecinhas do dominó são cada um dos Países da União Europeia? Será isto o prenúncio de uma grandessíssima crise de identidade coletiva, caminho muito fértil depois a fundamentalismos de quaisquer natureza, ou despotismos, ou outras coisas que tais? Será isto o prenúncio de vários gritos de Ipiranga de vários outros? (Estou a lembrar-me só da Escócia...) Será isto uma forma de percebermos que a tal identidade coletiva não existe, o que existe é sim, uma miscelânia, colada com saliva, de várias identidades? E que quando se cola com saliva, o mais certo é descolar logo a seguir?
Pois! Afinal, o que será isto?
Vamos ver.
Ups, acabei de receber a notificação do jornal online Observador, que sigo, dizendo que a Escócia vai avançar com referendo pela sua independência do Reino Unido...
Pois...



O termo “brexit” é uma fusão de duas palavras inglesas. Neste caso, “britain”, diminutivo nativo para Grã-Bretanha (ou, para ser mais correto em termos políticos, para Reino Unido), e “exit”, que significa saída. O termo resume e expressa o risco de uma saída do Reino Unido da União Europeia.

domingo, 19 de junho de 2016




PULGAS GRANDES

Tinha a foto perfeita para este post e não era esta! Era uma foto em que estão as duas de costas, à beira mar, abraçadas, a fitar o horizonte. Não faço ideia quem a tirou, nem quando foi. Pelas roupas que usavam vejo que foi no inverno, talvez numa manhã fria de domingo, como tantas que tais em que vamos cheirar o mar, aqui à porta de casa!
Mas hoje, na procura da dita, deparei-me com esta. Também serve. As duas, juntas, sorridentes. Servirá para ilustrar o que me tem apetecido por estes dias, dizer-vos: que vos adivinho (quase) tudo, que vos conheço mais do que supõem, que já tive a vossa idade, a vossa maravilhosa idade, em que se sente tudo a 1000, a 500.000, a 100.000, em que se pensa nas coisas com uma intensidade tão verdadeira, tão genuína, que às vezes pode doer e dói, dói porque se sente e dói porque dói. 
Queria dizer-vos que estou sempre aqui, em pulgas grandes para que me contem tudo, mas dando espaço para que só o façam se quiserem e por vocês próprias. Sim, é um limbo, isto, uma dança de equilíbrios ténues, que todas as mães devem saber dançar. E depois até contam, mais até do que eu poderia prever. E depois é sempre mais ou menos como eu suposera, ou não adivinhasse eu as mensagens que se deixam passar pelo ar, pela voz, pelo tom.
Apeteceu-me dizer-vos que são lindas as duas: diferentes como a água e o azeite, mas lindas, genuínas e verdadeiras. E essa, é a maior beleza e o meu maior orgulho!

LUV YOU TWO!

quinta-feira, 16 de junho de 2016



SATURAÇÕES

 É mais ou menos assim que me sinto... Meia anestesiada e perdida no meio de algumas sensações de final de ano letivo, pico de trabalho burocrático na escola (como se torna esta parte o mais virtuosa possível, levando-nos a encará-la como potencial "melhoradora" de contextos de alguns alunos??? Isto ainda não descobri...), miúdos em casa quase todos de férias (exceto a mais velha, "hibernada" em época de exames), rotinas que se esfumam no ar, programas para aqui e para ali, típicos de quem já tem o cérebro noutra dimensão de onda, diferente ainda do cérebro da mãe, cansaço, muito cansaço e saturação de muitas coisas, que me fazem lembrar impiedosamente que estou a precisar de férias, também.
Enquanto elas não chegam e porque ainda tardam, lá terei que gerir esta anestesia meia cansada, valendo-me de alguns hobbies que tenho que me devolvem a sanidade mental.
Acho que é isto, por agora...
Vou ali ver mais um episódio de uma série, a ver se o humor melhora! 
É do demo, esta Netflix!




P.sNetflix é um provedor global de filmes e séries de televisão via streaming, atualmente com mais de 80 milhões de assinantes.
In- Wikipédia 

quarta-feira, 8 de junho de 2016




MAR DE PAPÉIS


Sinto-me sempre particularmente cansada nas retas finais de anos letivos. Já devia estar habituada, é sempre assim, esta sensação de exaustão (leia-se saturação) e de cansaço que me leva a ficar dormente e a arrastar tarefas, indefinidamente no tempo. Já sei que há remédio para isto, já me conheço e sei como é: pegar numa ponta e levar tudo a eito, sim, porque funciono sob pressão, muito melhor do que quando tenho o tempo todo do mundo a meu favor. 

Mas questiono, questiono sempre muito este mar de papéis em que todos os professores se vêm envolvidos nestas alturas, questiono-lhes a eficácia, a funcionalidade, a intencionalidade. Irão fazer melhorar as práticas educativas? Deveriam... Irão limar arestas e procedimentos em ordem a melhorar-se os desempenhos e promover-se o sucesso? Deveriam... Irão fazer-nos sentir melhor e mais acalentados para prevenir e acautelar práticas futuras? Deveriam... Aliás, esse é o fulcral em qualquer processo avaliativo. 
Pois... Pois...
Bem, se calhar não há remédio para isto, a não ser o fazer da melhor e mais cuidada forma aquilo que nos pedem, como se o rigor prestado nos purgasse do resto...
E com isto me fico!




terça-feira, 31 de maio de 2016





PALCO VIVO





Parece que hoje é dia dos irmãos, dizem...
Desses calendários, impostos, ou criados não sei, o que sei é que é a maior e melhor herança que vos deixo... Terem-se uns aos outros.

E nesse palco vivo de afetos, tropelias, zangas, amores e confidências, que é uma relação de irmãos acho que essa herança de se terem, será a melhor de todas, quero crer!

P.s. E aqui fica um post antigo em que falo disto mesmo...

sexta-feira, 27 de maio de 2016





FOCO



Às vezes penso se o que sinto por ti se reflete no dia-a-dia louco que tenho, na maneira que uso para falar contigo, nas coisas que te digo e nas que te quero dizer, no cansaço que tantas vezes impera. Às vezes questiono se rego o suficiente este amor, se sou extremosa como deveria, ao invés de tantas vezes insuportável. Às vezes questiono se o que sinto passará, pelos póros, para os miúdos, assim como um ar que se respira pela casa e que os fará ter-nos como referência para ideias e vidas que possam construir no futuro. Às vezes pondero se com tanta coisa que temos não poderemos perder o foco um do outro, afastando-nos e levando-nos para áreas comuns, mas habitadas só por um de nós. Às vezes penso que, como normais que somos, se não estaremos sujeitos a tudo isto que se chama desgaste e que este, pode tirar, sem sequer nos apercebermos a cor, o cheiro, o toque, o olhar, o tom, aquilo que é ÚNICO num e noutro e nos cativou. Às vezes penso que estas coisas e riscos são verdade também para ti e que também os deves sentir.
Às vezes penso em tudo isto, como se isto fosse um risco fatal que passa ali ao lado, um risco que marca o limite de um precipício e que fácil seria um pé em falso, um desvio, um entorpecer, para se, para lá dele, resvalar.
Seria fácil, decerto, mas não provável. Pela força da história que temos, pelos alicerces que construímos, pelo foco que não perdemos, pela cor, pelo cheiro, pelo toque, olhar e tom que ainda achamos únicos, no fundo, por ainda não nos termos perdido um do outro. 
Sim, continuas lá e acho que esse é o segredo. 
E para já, vai bastando, mesmo nos dias loucos de cada um.

LUV U.

segunda-feira, 23 de maio de 2016




AMOR E OUTRAS COISAS






Sim, não somos sempre mães de revista, ou de catálogo, com filhos perfeitos, ternos, maravilhosos, educados, polidos, convenientes ou de reação sempre correspondente ao que aprendemos nos livros de psicologia, ou nos manuais de papel, (ou de vida) de BOAS MANEIRAS.
Sim, estamos às vezes cansadas e saturadas e egoisticamente a precisar de mandar tudo às urtigas e de nos esquecermos que outros (filhos e não filhos) estão sempre a precisar de nós. Apetecia-nos assim como que dar uma escapadela para um sítio deserto, só connosco, as nossas neuras e mazelas, nem sequer com rede Wifi para contar a história a ninguém. Tínhamos o tempo como amigo, para gerir a coisa e deixá-la passar.
 Sim, os filhos são às vezes (também) focos de grandes irritações e arrelias. 
Mas também centros, autores, personagens, protagonistas, agentes e figurinos de uma grandessíssimo e eterno amor. E aí, contracenamos juntos e isso é maravilhoso. 
Acho que com isto ficamos redimidos!
Ufa!

quinta-feira, 19 de maio de 2016




DOÇURAS

E quando uma velhinha deliciosa de 97 anos nos entrega uma coisinha destas e nos diz que gosta muito de nós e que somos muito assim e muito assado? E quando o postal tem lá dentro uma pequena mensagem, escrita à mão, com uma caligrafia antiga e bem desenhada? De livro, mesmo...?
Pois... Cá por mim, fiquei-lhe rendida! Pelo encanto que tem, pela delicadeza, pela humildade e, sobretudo, pela cortesia de ainda se deter a pensar nos outros, mesmo com a idade que tem!
É que são 97 anos
BOLAS...


O postal tem andado no meu pensamento e na minha mala e hoje presto-lhe, finalmente, a devida homenagem!

quinta-feira, 12 de maio de 2016




DOSES INDUSTRIAIS




Coração apertadinho. Pela miséria, pelo desalento, pela falta de estrutura, pelas dificuldades, pelos afetos desregrados e não estruturantes, pela falta de apoio, pela falta do essencial, pelo desnorte. Coração apertadinho por sentir que não tem nada lá fora, nada de produtivo, nada de interessante, estimulante, motivador. Coração apertadinho por sentir que a referência maior ainda somos nós, escola. Coração apertadinho por perceber que tudo isto ACENTUA ainda mais os comprometimentos que tem, como se lhe toldasse e entorpecesse um caminho que tem que fazer. Coração apertadinho por isso nos aumentar a responsabilidade, mas por nos devolver também a motivação e o desafio. 
Sim, hoje experimentei estes relances, ao mesmo tempo que os atendia e os ouvia. Sim, as minhas sinapses cerebrais devolviam-me, em perpetiva, estas sensações, ao mesmo tempo que ouvia e comparava e imaginava uma vida assim.
Sei que há vidas assim. Sei que sim. Oiço-as e vejo-as e sinto-as perto de mim, em todo o lado, a toda a volta. E se esta certeza não me devolver, em doses industriais, a HUMANIDADE, CARIDADE e LUCIDEZ, esta para respeitar, encaminhar corretamente, esclarecer, ensinar e não cair só no ciclo vicioso da lamentação, então não sei, não sei mesmo...

É que a escola também é isto, a cada dia que passa cada vez mais e eu tenho que estar na escola TAMBÉM para isto, a cada dia que passa, cada vez mais...
Acho que por hoje é tudo...

sexta-feira, 6 de maio de 2016




DE GINJEIRA

Expressão originária de zonas rurais e atribuída àqueles que, tendo trabalhado conjuntamente na apanha, ou no furto de ginjas, conhecem-se bem (...).

A. Tavares Louro, 2006
CIBERDÚVIDAS






Metemo-nos as duas no carro e lá fomos. Era o dia aberto do curso que quer, numa das faculdades da Universidade de Lisboa. - Sim, vamos, enquanto lá estás, eu passeio por Lisboa há sempre coisas para ver.
Lá foi e esteve. Sei que gostou. Contou tudo ao pormenor, no registo que tem, lúcido e ponderado, com ares de adulta curiosa e expectante.
Enquanto por lá andei, sozinha, senti o pulsar da cidade, da correria, da chuva que não parava, senti o pulsar de um sítio grande, cheio de gente, senti que daqui a uns meses, poucos, ela estará por lá, apressada adulta, senhora de si e pronta a agarrar o futuro que quer.
Apetecia-me conservá-la perto de mim, debaixo da minha asa de galinha gordacomo dizia aqui , resolver-lhe eu os passos, tratar-lhe eu do futuro e mantê-la juntinho a nós, neste puzzle familiar que escolhemos e que tem 5 peças. 
Pois... mas não dá, não pode ser. A vida corre o seu curso e a asa tem que abrir e deixá-la sair. Não há volta a dar a isto e eu, com o espírito prático que procuro ter em tudo na vida, terei que ter para isto também. Sem dramas.

E por isso, foi um ar desenvolto, prático e despachado que pus na cara enquanto por lá andei. Embora adivinhe em mim uma nostalgiazinha teimosa que virá por antecipação, também, já sei, ou não me conhecesse eu de ginjeira!
POIS...