sexta-feira, 8 de abril de 2016





DIAS E DIAS


Sim, há dias em que a sensação de não se saber o que andamos aqui a fazer impera; sim, há dias em que se acha vigorosamente que isto tudo tinha que levar uma grande volta; sim, há dias em que se faz o pino para menorizar dificuldades; sim, há dias em que se sente um certo desdém reinante e subtil por aquilo que fazemos; sim, há dias em que só a ladainha que se repete interiormente de que fazer o melhor que se pode, sempre com dedicação, será sempre o certo, só ela consola e redime; sim, há dias em que só a vida pessoal nos preenche e se dá graças a Deus por ela ser tão feliz e tão cheia e tão diversificada, como se pudéssemos assim dar palco variado a outros amores que temos e para os quais gostamos de fugir sempre; sim, há dias e dias, de facto. 
Mas depois há outros, como o de hoje, em que se faz um atendimento e se sente no olhar sofrido, na postura que pede ajuda e na escuta de quem nos ouve um agradecimento velado, um silêncio esclarecido, um olhar mais consolado. Se calhar porque ouvimos, esclarecemos, encaminhámos, apontámos caminhos, mesmo não escondendo que são duros, difíceis, às vezes impiedosos e esgotantes. Poderão não dar em nada, aqueles, a volta continuará a precisar de ser dada, o pino continuará a ter que ser feito, o desdém relativo e reinante continuará a subsistir, como se continuássemos a ser agentes de uma arte um pouco menor, mas qualquer coisa naquele momento nos disse, talvez um flash, um feeling, um sexto sentido, o que se quiser chamar, que não estamos assim tão errados e que a postura que assumimos, é sim senhora, certa e bem certa. E às vezes é só o que se pode fazer.
É que com as dificuldade dos outros que nos procuram, podemos sempre aprender a ser melhores e a escola também tem de ser esta lição para nós. Acho eu...


E lembrei-me deste post e deste, mas principalmente deste.
De facto, ainda bem que os ascendentes se conquistam...

quarta-feira, 6 de abril de 2016




GENÉTICA





Bolas, tenho três filhos, desejados, planeados e concebidos no maior dos amores. Das três vezes, não descansei enquanto não soube o sexo dos bebés que carregava, tinha nomes escolhidos, planos feitos, como qualquer mãe dedicada, acho eu, daquelas que recebe o mundo em branco com aquele bebé. Das três vezes fiquei ansiosa e expectante em cada ecografia, olhando mais para a cara da médica, do que para o ecrã. Das três vezes achei sempre que nela descortinaria alguma coisa menos bem, mais rapidamente do que esperando que ela mo dissesse. Das três vezes tive sempre a felicidade de estar sempre tudo bem. Das três vezes fui inundada pelo maior dos amores, como se me afundasse em águas leitosas, com cheiro a algodão doce, ou pastilha de menta, de tão maravilhosamente boas que eram. Das três vezes vivi gravidezes calmas, felizes e normais. Das três vezes, tive partos rápidos, fáceis e acompanhados da minha médica de sempre e do meu mais-que-tudo, ali ao lado a respirar comigo. Das três vezes experimentei a sensação de abraçar o mundo no corpinho daquele bebé que nos unia aos dois ainda mais. Das três vezes, mergulhei de cabeça nesta aventura da maternidade, com um filho, dois filhos e depois três. Das três vezes tive sempre a sensação de aventura, de risco, de entrega e de algum risco. E por isso hoje, este post, deste blog que sigo me interpelou.
E se pudesse ter escolhido? E se pudesse ter feito pim pam pum com a genética, afastando o que não se quer e selecionando só o bom? E se o risco que senti, aquele frio na barriga pelo desconhecido, aquele medo por alguma coisa menos bem pudesse ter sido eliminado, continuando em frente só com certezas e factos bons dados pela ciência?
E se? E se? E se?
Pois...
Fogo! Ainda bem que sou desta era e essas questões ainda não se põem desta forma. É que é tudo muito bonito, mas o avanço da ciência, tão potencialmente bom e importante, pode assumir também, contornos preversos, acho eu...


Mas este livrinho, vai já direitinho para a minha lista de espera...

segunda-feira, 4 de abril de 2016



FOCUS

(do inglês, focalizar, dar foco...)


Há aqueles e/ou aquelas de quem sou incondicionalmente fã e com quem, mesmo sem ler o que escrevem aqui, ou ali, sei que vou concordar, porque me identifico em estilo, forma, ou tom.
Dele, do Miguel Esteves Cardoso, tenho dias, como se costuma dizer. Nem sempre tenho paciência para o seu humor corrosivo e nem sempre o estilo marcadamente irónico me atrai, mas este artigo  que escreveu para o Público, está maravilhoso.
Identifico-me muito com muitas coisas que diz aqui, ou não falasse ele aqui, de amor e coisas que tais.
E hoje, que voltei ao trabalho, aos horários rijos e à impiedosa logística de três filhos, que se abate sobre mim, apetece-me também deleitar-me com aquelas bolhas de tempo que crio, às vezes pequeninas e rápidas, mas eficientes, que me ajudam a manter à tona, a centrar a lente e a mastigar estas coisas que vou lendo por aí. Afinal, será assim que vão fazendo eco, acho...

"O amor é o grande apagador de insignificâncias"...

E esta frase, desse artigo que indico acima, ficou a martelar-me cá dentro, baixinho, baixinho, mas forte, forte.
Valerá sempre a pena apagar insignificâncias... Afinal, elas não servem mesmo para nada, em nenhuma área da nossa vida. Mas isso, eu sei que tu também sabes, ou não estivesses comigo neste caminho.
LUV U!


P.S. Esta foto tem uns aninhos, mas ninguém diria, claro!!

sábado, 26 de março de 2016



SEGURO E CERTO
(como o mar)


E às vezes não há muito mais a dizer, nada de novo, insólito, magnífico, ou ultra, mega especial. Às vezes, não se sente tudo a mil, como as paixões recentes e dignas de livro, ou filme.
Às vezes é também só isto, o tirar selfies parvas, em cima de uma falésia qualquer. 
Faz parte do normal que nos envolve e acredito que isto baste... Tem que bastar e suster e revalidar.  Seguro e certo como o mar que nos envolve lá atrás.
É isto.



sexta-feira, 18 de março de 2016




LUVINHA DE PELICA

Entrou, no alto dos seus saltos de 15 centímetros. O andar era seguro, mas o ar era exagerado, pouco natural. Pintadíssima, demais, para o meu gosto. Reparei que pouco era de si própria: pestanas falsas, unhas falsas, decote falso também, tudo muito em modo "demais". Enfim, gostos, pensei e quanto a isso, nada a fazer.
De repente, oiço-a sorver, sim, sorver ruidosamente o galão. A colher, lá dentro ainda, mesmo enquanto ia bebendo, a torrada ia sendo mergulhada dentro do leite e era sorvida a seguir... ruidosamente também.
Pois, pensei... de facto,  também quanto a isto não há nada a fazer.
De repente lembrei-me desta frase que tinha aqui, algures, recolhida do Pinterest.


Achei que entrava aqui, como uma luvinha de pelica.
Pois é, de facto, há coisas que nunca terão explicação, por mais que o verniz seja brilhante, muito brilhante...

P.S. Ah, a frase é atribuída a Leonardo DaVinci.

terça-feira, 15 de março de 2016






'BORA?

E porque queremos sempre regressar a sítios onde somos felizes, era mesmo para aqui que eu ia agora direitinha.
Contigo, de preferência.
'Bora lá? Acho que nos ia saber bem...




Enquanto este não chega, fico-me pelas fotos e pela vontade.

sexta-feira, 11 de março de 2016





P.S 
POST SCRIPTUM





E pronto, o que vejo é isto: duas pessoas, lado a lado, um caminho, passadas ligeiras, cúmplices, uma vida que corre rápida, ora calma, ora crispada, uma escuta, um diálogo, um silêncio. 
No final o que vejo é este TUDO que cabe inteiro em ti e em mim.
E o mais importante, tenho a certeza, é o que ainda há após a escrita... 

Às vezes é aí que estamos e resumindo e baralhando, É O MAIS IMPORTANTE! 

terça-feira, 8 de março de 2016




TULIPAS AMARELAS II




E embora seja verdade isto, tenho (temos) vida (s) muito fácil (fáceis), comparativamente a outras e acho que nestes dias internacionais é dessas outras e outros que nos devemos lembrar.
Cá para mim, é deste episódio que me lembro sempre no dia Internacional da Mulher.
É que, três anos volvidos, continuo a achar uma linda, cortês, respeitosa e simples homenagem. 
Ah! e continuo a gostar de tulipas amarelas!

sexta-feira, 4 de março de 2016




DESCONTRAÇÃO q.b



O teste correu-lhe mal, muito mal, mãe, nunca tinha deixado exercícios para fazer na minha vida. Bateu de frente com uma sensação de frustração que faz sempre crescer, se for bem processada e se dela se retirar ensinamentos valiosos, mas que não é DEFINITIVAMENTE, fácil. Bateu de frente com a sensação de que o esforço, o brio, a dedicação nem sempre são reconhecidos na sua plenitude, não se traduzindo por resultados desejados, ou ansiados (welcome to real live!). Sempre lhe disse que é uma escravatura esta tirania da média, da nota no acesso à universidade, que considero que há muitos outros fatores que fazem deles homens e mulheres sãos e capazes e que não são, infelizmente, nem perdidos nem achados nesta coisa do acesso. Digo-lhe muitas vezes que é tentador, para um bom (leia-se ótimo, excelente) aluno cair nesta rede de centrifugação absurda de energias, centrando-se só nas notas, notas, notas e que o desafio será sempre o de resistir a esta tentação e de ver TODA a vida que os rodeia, estudando, vivendo e descontraindo, caldeando isso tudo numa mistura que se revelará, certamente, numa motivação incrementada. Sim, farto-me de lhe dizer isso, mas também sei que esse equilíbrio terá que ser ela a descobrir e conquistar.
É uma miúda maravilhosa e sei que o futuro lhe vai sorrir, ou não fosse eu uma mãe galinha, do mais galinha que pode haver.
Mas também sei que a vida não é desenhada a régua e esquadro e que há muitos planos B e C e D que às vezes surgem e podem ser maravilhosos também. Resta-nos só não nos fecharmos a eles e olhá-los de frente, encará-los, rirmo-nos deles e dar-lhes assim, algumas doses certas de descontração. Essa, também faz milagres!

P.S. Qualquer que ele seja...


quinta-feira, 3 de março de 2016




PELO AVESSO 

(também...)






E é verdade, isto. Como se o corpo nú desse a alma nua, ou a alma nua desse o corpo nú, (qualquer que seja a ordem) como se o pack completo tornasse muito melhor aquilo que se recebe. De facto, só assim a coisa é boa, acho eu. Só assim faz sentido. 
E conhecer-te assim, do avesso, dá-me uma sensação maravilhosa de felicidade, o que se há-de fazer?
Ah! a frase da foto, parece que é atribuída ao Charles Chaplin. Não é que sempre gostei dele?

terça-feira, 1 de março de 2016





(AMIGAS)

ASSIM... DO PEITO!


Tenho algumas boas amigas, daquelas assim do peito, com quem sei que posso contar. Poderia, para cada uma delas fazer um post, sim senhora e para algumas já fiz, ou já foram, DEFINITIVAMENTE, fontes de inspiração para este blog. Quem me conhece sabe que sim, que estão sempre comigo e que me completam, equilibram e enternecem. Cada uma delas também sabe que sim, um SIM REDONDO, VALENTE E INTRANSPONÍVEL!
Mas, ao ver esta foto, foi para ti que me apeteceu escrever. Só porque sim, só porque tu és tu e pronto e isso chega para me seres tanto!

Obrigada por estares na minha (nossa) vida há tanto tempo, por termos tanto em comum e por ser tão bom, isso!


P.S. Quem disse que é demais agradecer?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016





O SABOR DOS DIAS



 Mesmo que os fins-de-semana se avizinhem sempre complicados pelas  milhentas coisas que tenho para fazer, às sextas-feiras ninguém tira  este sabor maravilhoso de coisa boa que está para vir
E hoje é sexta-feira!  E ADORO-LHE SEMPRE O SABOR
Yeh!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016



CARTAS DE AMOR

Ainda não o li. Achei piada ao título e quis, hoje, oferecer-lhes. Sei que é uma coletânea de várias cartas de amor, de vários retratos de amor, ora sereno, ora arrebatado, ora tranquilo, ora louco, mas amor. Provavelmente é um daqueles livros que não se lê como um romance, um épico, ou um policial. Provavelmente é um daqueles onde se vai e se volta quando se quer falar de amor, ou quando se quer ilustrar o tema. Não sei. Não o li ainda, mas apeteceu-me oferecer-lhes.
E foi isto que lhes escrevi como dedicatória:

"Achei piada ao título. Muitas mais "grandes cartas de amor" haverá, muitas outras que não estão aqui. A maior de todas, que seja a vossa, aquela que puderem, um dia, na vossa vida, escrever. E se assim for, seja  o vosso amor como for, que o possam e queiram oferecer, com ternura em letras e amor em palavras. Será a mais bela de todas, essa carta, porque vossa para o outro, que escolheram para vós.
É sim, há coisas que só passam de moda se nós deixarmos. As cartas de amor são uma delas."
1 bj às duas,
A mamã.
23/2/2016