sábado, 26 de março de 2016



SEGURO E CERTO
(como o mar)


E às vezes não há muito mais a dizer, nada de novo, insólito, magnífico, ou ultra, mega especial. Às vezes, não se sente tudo a mil, como as paixões recentes e dignas de livro, ou filme.
Às vezes é também só isto, o tirar selfies parvas, em cima de uma falésia qualquer. 
Faz parte do normal que nos envolve e acredito que isto baste... Tem que bastar e suster e revalidar.  Seguro e certo como o mar que nos envolve lá atrás.
É isto.



sexta-feira, 18 de março de 2016




LUVINHA DE PELICA

Entrou, no alto dos seus saltos de 15 centímetros. O andar era seguro, mas o ar era exagerado, pouco natural. Pintadíssima, demais, para o meu gosto. Reparei que pouco era de si própria: pestanas falsas, unhas falsas, decote falso também, tudo muito em modo "demais". Enfim, gostos, pensei e quanto a isso, nada a fazer.
De repente, oiço-a sorver, sim, sorver ruidosamente o galão. A colher, lá dentro ainda, mesmo enquanto ia bebendo, a torrada ia sendo mergulhada dentro do leite e era sorvida a seguir... ruidosamente também.
Pois, pensei... de facto,  também quanto a isto não há nada a fazer.
De repente lembrei-me desta frase que tinha aqui, algures, recolhida do Pinterest.


Achei que entrava aqui, como uma luvinha de pelica.
Pois é, de facto, há coisas que nunca terão explicação, por mais que o verniz seja brilhante, muito brilhante...

P.S. Ah, a frase é atribuída a Leonardo DaVinci.

terça-feira, 15 de março de 2016






'BORA?

E porque queremos sempre regressar a sítios onde somos felizes, era mesmo para aqui que eu ia agora direitinha.
Contigo, de preferência.
'Bora lá? Acho que nos ia saber bem...




Enquanto este não chega, fico-me pelas fotos e pela vontade.

sexta-feira, 11 de março de 2016





P.S 
POST SCRIPTUM





E pronto, o que vejo é isto: duas pessoas, lado a lado, um caminho, passadas ligeiras, cúmplices, uma vida que corre rápida, ora calma, ora crispada, uma escuta, um diálogo, um silêncio. 
No final o que vejo é este TUDO que cabe inteiro em ti e em mim.
E o mais importante, tenho a certeza, é o que ainda há após a escrita... 

Às vezes é aí que estamos e resumindo e baralhando, É O MAIS IMPORTANTE! 

terça-feira, 8 de março de 2016




TULIPAS AMARELAS II




E embora seja verdade isto, tenho (temos) vida (s) muito fácil (fáceis), comparativamente a outras e acho que nestes dias internacionais é dessas outras e outros que nos devemos lembrar.
Cá para mim, é deste episódio que me lembro sempre no dia Internacional da Mulher.
É que, três anos volvidos, continuo a achar uma linda, cortês, respeitosa e simples homenagem. 
Ah! e continuo a gostar de tulipas amarelas!

sexta-feira, 4 de março de 2016




DESCONTRAÇÃO q.b



O teste correu-lhe mal, muito mal, mãe, nunca tinha deixado exercícios para fazer na minha vida. Bateu de frente com uma sensação de frustração que faz sempre crescer, se for bem processada e se dela se retirar ensinamentos valiosos, mas que não é DEFINITIVAMENTE, fácil. Bateu de frente com a sensação de que o esforço, o brio, a dedicação nem sempre são reconhecidos na sua plenitude, não se traduzindo por resultados desejados, ou ansiados (welcome to real live!). Sempre lhe disse que é uma escravatura esta tirania da média, da nota no acesso à universidade, que considero que há muitos outros fatores que fazem deles homens e mulheres sãos e capazes e que não são, infelizmente, nem perdidos nem achados nesta coisa do acesso. Digo-lhe muitas vezes que é tentador, para um bom (leia-se ótimo, excelente) aluno cair nesta rede de centrifugação absurda de energias, centrando-se só nas notas, notas, notas e que o desafio será sempre o de resistir a esta tentação e de ver TODA a vida que os rodeia, estudando, vivendo e descontraindo, caldeando isso tudo numa mistura que se revelará, certamente, numa motivação incrementada. Sim, farto-me de lhe dizer isso, mas também sei que esse equilíbrio terá que ser ela a descobrir e conquistar.
É uma miúda maravilhosa e sei que o futuro lhe vai sorrir, ou não fosse eu uma mãe galinha, do mais galinha que pode haver.
Mas também sei que a vida não é desenhada a régua e esquadro e que há muitos planos B e C e D que às vezes surgem e podem ser maravilhosos também. Resta-nos só não nos fecharmos a eles e olhá-los de frente, encará-los, rirmo-nos deles e dar-lhes assim, algumas doses certas de descontração. Essa, também faz milagres!

P.S. Qualquer que ele seja...


quinta-feira, 3 de março de 2016




PELO AVESSO 

(também...)






E é verdade, isto. Como se o corpo nú desse a alma nua, ou a alma nua desse o corpo nú, (qualquer que seja a ordem) como se o pack completo tornasse muito melhor aquilo que se recebe. De facto, só assim a coisa é boa, acho eu. Só assim faz sentido. 
E conhecer-te assim, do avesso, dá-me uma sensação maravilhosa de felicidade, o que se há-de fazer?
Ah! a frase da foto, parece que é atribuída ao Charles Chaplin. Não é que sempre gostei dele?

terça-feira, 1 de março de 2016





(AMIGAS)

ASSIM... DO PEITO!


Tenho algumas boas amigas, daquelas assim do peito, com quem sei que posso contar. Poderia, para cada uma delas fazer um post, sim senhora e para algumas já fiz, ou já foram, DEFINITIVAMENTE, fontes de inspiração para este blog. Quem me conhece sabe que sim, que estão sempre comigo e que me completam, equilibram e enternecem. Cada uma delas também sabe que sim, um SIM REDONDO, VALENTE E INTRANSPONÍVEL!
Mas, ao ver esta foto, foi para ti que me apeteceu escrever. Só porque sim, só porque tu és tu e pronto e isso chega para me seres tanto!

Obrigada por estares na minha (nossa) vida há tanto tempo, por termos tanto em comum e por ser tão bom, isso!


P.S. Quem disse que é demais agradecer?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016





O SABOR DOS DIAS



 Mesmo que os fins-de-semana se avizinhem sempre complicados pelas  milhentas coisas que tenho para fazer, às sextas-feiras ninguém tira  este sabor maravilhoso de coisa boa que está para vir
E hoje é sexta-feira!  E ADORO-LHE SEMPRE O SABOR
Yeh!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016



CARTAS DE AMOR

Ainda não o li. Achei piada ao título e quis, hoje, oferecer-lhes. Sei que é uma coletânea de várias cartas de amor, de vários retratos de amor, ora sereno, ora arrebatado, ora tranquilo, ora louco, mas amor. Provavelmente é um daqueles livros que não se lê como um romance, um épico, ou um policial. Provavelmente é um daqueles onde se vai e se volta quando se quer falar de amor, ou quando se quer ilustrar o tema. Não sei. Não o li ainda, mas apeteceu-me oferecer-lhes.
E foi isto que lhes escrevi como dedicatória:

"Achei piada ao título. Muitas mais "grandes cartas de amor" haverá, muitas outras que não estão aqui. A maior de todas, que seja a vossa, aquela que puderem, um dia, na vossa vida, escrever. E se assim for, seja  o vosso amor como for, que o possam e queiram oferecer, com ternura em letras e amor em palavras. Será a mais bela de todas, essa carta, porque vossa para o outro, que escolheram para vós.
É sim, há coisas que só passam de moda se nós deixarmos. As cartas de amor são uma delas."
1 bj às duas,
A mamã.
23/2/2016




domingo, 21 de fevereiro de 2016




SUNDAY, LAZY SUNDAY





E quem diz que não precisa disto, acho que mente sim senhora. Desta preguicite domingueira, em que se passeia, se namora, se curte um filho de cada vez, se tiram selfies parvas, se faz nada de especial, mas se tem a sensação de que se fez TUDO e até foi bom ( até cabe aqui, um joguinho de futebol a que se assiste com agrado, imagine-se!!). Isto à boleia de um sol algarvio maravilhoso e sítios nossos, brilhantes e calmos, livres do bulício parvo do Verão.
Cá para mim, carrego baterias nestes domingos, para a semana que começa  e para o resto, aquele resto que anda sempre por aí ao nosso lado, colado a nós sem piedade e que às vezes nos faz precisar de pausas assim.
É isto...




quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016







CHICO-ESPERTICE


Fiquei possessa. Pelo episódio de teimosia, de "chico-espertice" e, sobretudo, de abuso de confiança. Fi-lo ver que sim, estava chateada. Os pais e a mães são pessoas normais e, por isso, não têm super-poderes (leia-se paciência, serenidade, sentido de oportunidade e tudo o mais que se quiser fazer caber aqui...) que os imunizam sempre do que corre menos bem e que os transformam em pais e mães de catálogo.
Disse-lhe que o que lhe parecia um caso de nada, pequenino, pode tomar proporções gigantes sempre que magoar o OUTRO e que deve ser sensível a isso. Disse-lhe que será sempre nessas coisas pequeninas que se verá o caráter. Disse-lhe, disse-lhe, disse-lhe (...), com todo o ênfase que dou às coisas que digo quando estou zangada.
Ficou muito quieto, direitinho como um fuso, quase sem respirar. Vi que bateu de frente com o meu confronto. Que não estava à espera. Que a sua "chico-espertice" afinal, tinha tomado proporções desagradáveis para mim e que não tinha piadinha nenhuma algumas vezes... Afinal, sei que é um bom miúdo, teve que ouvir!
Se este estatelar de cara no chão com estas verdades, ditas assim porque se ama muito, não fizer crescer, então já não sei nada! 

Ufa, que cena!

P.S. O maior desafio, meu querido, é sempre o de não se crescer só em tamanho!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016





DIFERENÇAS QUE UNEM


Ouvia-a falar e gosto sempre da forma como fala. É muito serena e tem um tom de voz doce, mas ao mesmo tempo incute tudo menos pastelice e lamechice. Não, é firme e muito segura. Acho que é por isso que prende quem a ouve. Gostava de ter o seu ar sereno e de impelir para fora essa doçura firme.
Falava ela e lembrei-me das diferenças que os uniam como casal. Uniam? Sim, diferenças que uniam. Sentia os meus Pais como um casal muito diferente, com feitios antagónicos, mas com uma solidez na relação que partilhavam, que passava, pelos poros, para mim e para os meus irmãos. Lembrei-me especificamente de um post antigo em que os comparava a outro casal amigo, tão diferente. (há verdades que nunca terão prazo de validade, para nós...), ou de outro post onde falo da célula de amor que acho que foi a relação dos meus Pais.
Os meus Pais foram sempre para mim, exemplo de solidez, isto sem lamechices ou vidas de contos de fadas.
A cumplicidade reinava, apesar de alguns interesses serem diferentes. Disse, 
(na altura tive que partilhar), que achava que essa solidez passou para mim, que me formou como pessoa, ajudando-me a construir, sem saber, uma ideia de casal, de casamento, de relação entre duas pessoas que se amam. E essa mensagem que passaram para mim, pelos poros, sem se aperceberem, tornou-me segura, acho eu.
Isto transportou-me para as crianças, os filhos, a educação em geral, que é aquilo que mais me alicia e desafia, como mãe e Educadora que sou. 
É absolutamente essencial para o desenvolvimento da personalidade que os filhos cresçam vendo a relação dos Pais, percebendo-a e recebendo-a pelos poros, por aquela linguagem que passa pelos silêncios, atitudes e reações. É essencial que pressintam cumplicidade, mesmo nas diferenças, uma cumplicidade por aquilo que para o outro do casal é ABSOLUTAMENTE ESTRUTURANTE. É essencial que percebam que as diferenças, muitas vezes, podem aproximar, porque se partilha, se conversa, se consensualiza. E isto sem se deixar de ser diferente e sem ninguém se anular.
E isto, é feito diariamente, dia após dia, mês após mês, até se continuar a achar que vale a pena. 
O que passará pelos poros ajudará a estruturar e a construir um ideal de uma relação, que poderão, depois querer para si... E mesmo que não queiram, a mensagem que passará, à boleia da relação, é a do respeito pelo outro, da cumplicidade, do estar lá sempre que é preciso, da segurança e também do afeto, aquele baluarte tão forte e tão seguro com um farol. E isto depois, darão às suas relações, acho...
Pois é, aos meus Pais, devo entre tantas milhentas outras coisas, isso mesmo!
E hoje, por aqui, quis dizer isso...